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Afinal o amor existe mesmo!

AFINAL O AMOR EXISTE MESMO! – Part. I

Afinal o amor existe mesmo! É incrível! Wow! Como é maravilhoso! Experimentá-lo, senti-lo, vivê-lo. Cada uma das minhas células sabe agora que o amor existe e é real. A minha pele respira amor, a minha linguagem comunica amor, o meu coração bate por amor – por amor a mim!
Sim, por amor a mim! Porque ser forte teve o seu preço, bem caro por sinal e tornou a minha vida pesada e muito rígida. Tornou-me numa pessoa fria e emocionalmente fechada. Para começar, ninguém se torna forte porque quer, ou por pura competição. A minha experiência diz-me que é um processo que leva tempo, que decorre ao longo de vários anos, fruto de dores, frustrações, perdas e crenças que vais criando no decorrer dessas provas que vais superando.

Durante anos a fio, conquistei a carreira que (achava) que queria, sobrevivi a um divórcio precoce, fui pai e mãe da minha filha, fui quase um robot incansável a trabalhar, a cuidar da casa, a fazer diretas para me divertir e depois voltar ao trabalho (muitas vezes sentindo culpa) e recomeçando o ciclo semanal todo outra vez.
Todas as pessoas têm uma história, e todas as histórias têm as suas dores, falhanços e medos escondidos. E às vezes levamos muito tempo a entender como as coisas funcionam na (nossa) verdade. A maior parte do tempo achamos que entendemos. E só depois que a arrogância do saber se vai embora, e a resiliência e humildade chegam, é que a compreensão realmente começa.


Tornar-me forte também me trouxe muito boas sensações e acabou por atrair sucesso, vitórias e êxito. Parece que nada te afeta, segues em frente assim com uma naturalidade que até a ti te surpreende. A vida começa simplesmente a fluir e os desafios ficam mais fáceis.
Mas entretanto algumas coisas vão embora. Vão embora gostos e pequenos prazeres que tinhas, e que agora porque te tornaste forte, já não ligas (ou achas que não deves ligar). Vão embora pessoas, pessoas que passam a vida em queixume constante e no perfil da vitimização e que internamente só pensas em lhes dizer: oh pahhh! Façam-se à vida, como eu fiz! Vão embora experiências que já não vives porque afinal tu já és forte!

E com isso o que é que chega? Sabes o que é? Chega a sensação de solidão. A solidão de quem se torna forte. Que é diferente daquela solidão de quem se sente sozinho. É aquela sensação de que não há nas redondezas alguém semelhante, com quem possas ter conversas de ´gente forte’. Ganhas uma arrogância quase cósmica, de que ninguém te entende e de que nem vale a pena partilhares a ‘tua cruz’ com outra pessoa.

Com o tempo chega a ser cansativo. Quem te conhece já percebeu há muito que ‘és forte’ e quase que assumem como dado adquirido que tu consegues tudo. E mal sabem do que tiveste de fazer para o conseguir!
Sem me aperceber dou por mim a desejar estar de novo com pessoas. O que hoje sei que é algo natural e que é biologicamente uma necessidade. Na altura não sabia disso. Tive de engolir em seco o orgulho, e andei a mendigar amor. Amor de mãe, amor de pai, amor de irmãos, amor de filha, amor romântico, amor de amigos, amor de avós, amor de conhecidos… Só que depois aquelas migalhas que recebia, além de serem insuficientes, arrastavam consigo horas de dedicação e de tempo que eu não tinha. Além de que, lá no fundo, sabia que estava a entrar no jogo da manipulação. Eu estou contigo e aturo as tuas conversas de ‘vitimazinha’ e tu dás-me amor, seja lá de que forma for.

E agora que escrevo assumo o que aconteceu comigo. Assumo que além de ser preciso ter coragem para estar a escrever isto, assumo que é preciso ter coragem para o entender e para o sentir. E assumo também que faço esta partilha, para que tu despertes. Acorda e vê o que andas a fazer à tua vida e a ti! Mas mais adiante vais perceber melhor o que quero dizer com isto.
Desde 2014 que estou em (trans)formação, precisamente por causa deste desejo de conexão. Inicialmente era mais por causa da imensa vontade de fugir do vazio em que (internamente) me encontrava. Queria fugir da ideia que não era amada, da sensação de ser diferente a andava à procura de respostas para perguntas que nem sabia quais eram.
Experimentei psicoterapia, coaching, programação neurolinguística, reiki, astrologia, massagens, retiros, mindfulness e li muito, sempre amei ler… mas o grande insight só chegou quando tive uma discussão, daquelas muito ‘feias’ com uma das pessoas que mais amo neste mundo.
Já tinha tido outras discussões com pessoas que amo, que provavelmente também eram dicas do universo para me fazer acordar, mas que nunca interpretei como tal. E o mais interessante é que não foi o conteúdo do que foi discutido, mas sim, o (meu) limite pessoal que foi quebrado e ao qual, depois de tanto trabalho de autoconhecimento dei importância.
Poucas semanas depois percebi. Percebi mais com aquela experiência que interpretei como negativa, do que em anos à procura da ‘fuga’. E claro, que o meu inconsciente já me dava sinais há algum tempo, só que ainda não era o tempo ‘certo’ para mim. Hoje agradeço ao que fui, por me ter conduzido até aqui. Só agora, estava mental, física e espiritualmente pronta para receber esta informação.


E cheguei lá!! Finalmente cheguei lá!! Percebi que tudo o que eu preciso é de amor! E que ele existe! Ele existe mesmo!!! Tudo o que eu preciso é de amor próprio!
E pensas tu? A sério? A sério que é só isso?
Sim, é SÓ isto, e é TUDO isto!
Parece tão banal. Tão foleiro e até tão pouco original!
Foi o que a minha mente me levou a pensar logo logo a seguir ao ter chegado a esta conclusão. Foi o que a minha cabeça disse: mesmo?!!! A sério que vais acreditar nisto?!?
É tão simples e tão básico que chega a ser ridículo! Mas não é! Afinal uma mulher que é tão forte só precisa é de amor??!?!
Pois, é! Lembraste quando dizia lá atrás que a intenção com a minha partilha, é conduzir ao teu despertar? Pronto, então toma atenção ao AMOR que tens na tua vida. Ele (ou a ausência dele) pode manifestar-se de imensas formas.

Observa todos os mecanismos e estratégias conscientes ou inconscientes que usas no teu dia a dia para ‘O’ obter. As tuas rotinas, o teu discurso interno, o teu sentir, aquilo que fazes, os relacionamentos que manténs, aquilo que compras, o que consomes, as decisões que tomas, os comportamentos que repetes de forma contínua, aquilo que comes, o que não fazes, aquilo a que dás atenção, o que acontece quando te sentes ‘vítima’ de alguém ou de uma situação, as desculpas que dás para não fazeres as mudanças que sabes que são boas para ti, a auto sabotagem que praticas, a culpa que sentes, a sensação de merecimento ou a ausência dela, as humilhações a que te submetes, a voz a que dás atenção, etc, etc.
Tudo (100%) ou quase tudo (99%) está relacionado com o AMOR (podes achar que é cliché, ou não, por mim tanto faz).

Seja qual for a forma que ele assume.

Vê isto. Pensa nisto. E sente isto.

(Continua num próximo artigo).

Prometo ser breve.

Até já!

Quero deixar um agradecimento especial a algumas das pessoas que contribuiram com o seu relacionamento comigo para que chegasse até aqui: Isaura Espinhal, Alexandra Ferreira, Leonor Castro, Rui Castro, Marco Mesquita, Rui Rodrigues, JM Dias, Andreína Ferreira, Ruth Fairfield, Ana Tavares, e muitas outras (às quais deixarei agradecimento mais tarde).

Liliana Ferreira Dias

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