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Best Of Restaurante 2016: Tenra Steakhouse

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Começamos este artigo por vos perguntar: conhecem aquele sentimento de extrema satisfação e felicidade que nos traz uma leveza e bem-estar imensos? Foi exatamente o que vivemos quando visitámos o Tenra Steakhouse. E é sob este estado de absoluta certeza que elegemos o Tenra como o Best Of Restaurante 2016.

Tenra Steakhouse - Porto

Uma destas noites, tivemos o prazer de visitar o Tenra. Aberto desde Janeiro de 2016 e situado em plena Rua da Picaria, o Tenra destaca-se não só por ser uma das melhores (senão a melhor) steakhouse do Porto mas também pela decoração simples mas com um toque de conforto e sensualidade.
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A carta do Tenra, perfeitamente pensada e preparada pelo chef Pedro Braga, é bastante completa e tanto os mariscos, o peixe como os pratos vegetarianos cabem no menu do chef. O difícil – mesmo que vão até lá só pela carne – vai ser saber o que escolher já que a variedade de carnes, todas elas de extrema qualidade e com cortes específicos e variados, estende-se páginas abaixo tornando-se num paraíso carnívoro. Os acompanhamentos não se fazem de rogados e têm, também, um papel principal (e essencial) no Tenra.
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Como já referimos, a decoração é de cortar a respiração. O Tenra é, para nós, um dos restaurantes com mais requinte e bom gosto do Porto e é um local para voltarmos. As cores escuras com que se veste – nas quais o azul marinho e a madeira escura predominam – e os pontos de luz forte (ótimos para as fotos!) fazem com que o Tenra se envolva de misticismo e seja o local ideal para um jantar intimista e mais reservado. O espaço está muito bem organizado, aproveitado e é de um aprumo soberbo.
O staff, esse, também é meritório de menção honrosa já que é altamente profissional, cuidadoso, minucioso nas informações dadas, preocupado e extremamente prestável. Aquando da nossa visita, todas as mesas ao nosso lado foram altamente bem recebidas e preparadas e isso são só pontos a favor.

A nossa experiência foi para cima de extraordinária. Começámos a noite com um maravilhoso espumante e o original couvert de pão saloio com três manteigas: vaca, ovelha e cabra. Todas ótimas e a saber realmente ao que deviam.
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A entrada foi-nos sugerida pelo chef: caranguejo de casca mole e cogumelo portobello servidos de uma forma brilhante e a dar destaque, na perfeição, aos ingredientes principais.
O Portobello – que foi devorado pelo Gordo – era carnudo, tenro, vinha mergulhado num delicioso caldo de rúcula e lima e estava acompanhado de cebolinho e croutons.
O caranguejo estava envolvido num polme estaladiço, vinha sobre um fresco pico de gallo (tomate e cebola roxa bem picadinhos) e trazia uma suave e agradável maionese de abacate. Nós, só com as entradas, já teríamos saído felizes e preenchidos, mas o melhor ainda estava por vir.
caranguejo-food-portoportobello-mushroom-tenra Para prato principal foi-nos servido um bife da vazia Black Angus, uma raça originária da Escócia. Esta carne destaca-se pela extrema macieza e tem um sabor suave e delicado proporcionando uma experiência de sabor equilibrado. A acompanhar, o chef sugeriu a batata esmagada com chalota, cebolinho e azeitona, os brócolos salteados com alho, molho de soja, óleo de sésamo e malagueta e as cenouras caramelizadas com xarope de acér e cardamomo.
A carne superou as expectativas. Cozinhada no forno Josper (e esta “máquina” faz toda a diferença na confeção da carne), a vazia era macia, tenra, bem confeccionada e trazia de tempero apenas aquilo que defendemos ser necessário num bom pedaço de carne: sal grosso. Apesar de termos adorado todos os acompanhamentos, a verdade é que a batata esmagada, macia e com um sabor marcante, foi o nosso acompanhamento favorito e fizemo-la render até ao fim. Ficou-nos no palato e é, definitivamente, para repetir numa próxima visita.
Além da carne trouxeram-nos o prato vegetariano, e igualmente inesquecível, Flatbread com molho romesco, espargos e ceboletes grelhados, brócolos, telha de parmesão, avelãs, manjericão e pão grelhado no Josper. Dele recordamos, saudosos, o molho romesco que tem um forte sabor a tomate, é picante e apresenta-se com uma cor vibrante. O flatbread e os legumes – e as avelãs que nos trazem o elemento crocante – estavam muito saborosos e cozinhados no ponto. Mas, sem dúvida, que o elemento surpresa foram as telhas de parmesão que, crocantes e bem tostadas, davam aquele “extra punch” para que o prato fosse ainda melhor.
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Já a delirarmos de felicidade e satisfação, trazem-nos as sobremesas que, no Tenra, funcionam por níveis de doçura (sendo que 1 é o menos doce e o 3 o mais doce) e isso é um ótimo indicador já que, assim, o cliente tem a certeza do que pedir.
A lista de sobremesas não é grande (tem apenas 5 opções) mas é mais do que suficiente e é dificílimo saber o que escolher.
Aterraram na nossa mesa a Limão (com 3 níveis de doçura) e a Ruibarbo (com 2,5 níveis de doçura) e, francamente, não sabemos bem qual eleger como a melhor. Todas têm elementos únicos e diferentes que as tornam tão especiais e absolutamente lindas.
A Limão traz um merengue italiano levemente queimado que serve de cama ao posset de limão, ao curd de limão, ao gel de salsa, ao sorbet de limão e à bolacha. Antes que comecem a dizer que “é limão a mais” deixem-nos reforçar que esta sobremesa é tudo menos amarga mas também tem elementos que controlam a doçura – e o sorbet está lá para isso mesmo. O gel de salsa que, à partida, parece o elemento que destoa do prato, é absolutamente necessário e surpreendentemente bom e traz uma frescura imensa ao palato.
Com leite de côco e sementes de chia, ruibarbo confitado, sorbet de morango e pequenos suspiros,a Ruibarbo foi, no campo das sobremesas, a surpresa da noite. Destacamos o sorbet, o leite de côco com sementes de chia e os surpreendentes pedaços de ruibarbo.
dessert-food-tenra-portolimao-dessert-foodruibarb-dessertEsta foi a melhor e mais satisfatória experiência que tivemos este ano. Temos que partilhar convosco que adorámos cada bocadinho do Tenra: a simplicidade mas requinte de todos os pratos servidos, a cordialidade dos funcionários, o ambiente caloroso, intimista e as mãos e criatividade de ouro do chef Pedro Braga.


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