Artigos, Desenvolvimento pessoal

Bússola interna, quando se perde o norte

E quando se perde o norte é preciso parar, serenar interiormente e saber que tudo faz parte de um longo processo de aprendizagem, de um grande e aperfeiçoado plano cósmico, desenhado com minúcia para cada ser da existência.

“Os nossos planos fracassam porque não têm destino. Quando não sabes para que porto hás-de ir, nenhum vento é favorável.” Séneca, o Velho

Parar, não significa virar as costas às responsabilidades ou abdicar daquilo por que se lutou. O aparente movimento de paragem serve tão somente o propósito de realinhar o nosso ego, a nossa alma e a nossa consciência superior actualizando as escolhas ou o caminho da alma.

À medida que as aprendizagens vão ficando integradas é preciso deixar ir aquilo que já não nos faz falta para crescer e evoluir e acolher as experiências novas que nos irão trazer novos desafios e nos obrigarão a fazer novas escolhas baseadas em novas decisões internas.

Pode parecer duro e cruel, sobretudo para as pessoas que estão mais perto de nós, mas este processo é transversal a todos os seres. Uns fazem o que tem de ser feito e outros, simplesmente por medo de agir, permanecem nos seus lugares de conforto.

Na busca de compreensão para o que nos serve ou para distinguir entre o que tem e o que não tem qualidade para a nossa vida, deparamo-nos com momentos de impasse, aquilo que muitas pessoas designam por bloqueio ou medo de avançar.

É preciso estar consciente e presente em si mesmo, pois nem sempre o impasse corresponde a um medo de agir. Por vezes é tão só um momento de integração de novas energias que por ainda não terem sido vividas não têm expressão e não sabemos ainda como manifestá-las coerentemente. É importante, permanecer em silencio, dentro da gruta pessoal por algum tempo, o tempo estritamente necessário apenas, para que todo o processo amadureça e então sim, já firmes e energizados, estaremos aptos a seguir em frente.

Solitário é o caminho. Solitária é a busca. É na solitude que nos tornamos inteiros.

Em Profunda Comunhão Com a Vida

Hawwah

Se gostou deste artigo partilhe com os seus amigos

Veja também