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Confiar. Confiar sempre.

 

Confiar. Confiar sempre.

Confiar. Confiar sempre.
Caminho sinuoso, quantas vezes…quantas vezes dentro.
É dentro que o caminho se abre à vertigem da descoberta sem chão. Sem rede. Segue em frente levando o medo pela mão, qual criança perdida a quem se cura uma ferida.

Estás onde tens que estar.
Nem cedo, nem tarde.
No ritmo e tempo que são os teus.
Dentro.
É onde te vais descobrindo.
A ti.
Não ao que pensas que és, ou que os outros querem que sejas, nem mesmo o que achas que tens de ser ou que queres ser.
Olha-te aí onde estás, ao espelho da alma e vê-te. Vê-te. Observa…inspira…expira…e observa-te…

E observa o teu medo. Aí dentro de ti. Podes chorá-lo? Podes abraçá-lo? Podes navegar nele como num oceano talvez revolto, que talvez depois se acalme, que talvez te leve a uma outra margem de ti? Talvez…

Experimenta. Talvez possas experimentar?

Estás dentro de ti. No lugar mais seguro do teu mundo, aproveita este momento da tua vida para fazeres aquilo que tem que ser feito…Rompe os véus e olha para além de tudo…Há um tremor que te percorre o corpo?

Abana as estruturas do teu eu e mergulha directamente na tua essência. Desnuda-te nesse imenso espelho onde te observas.

Só podes receber se aceitares. Só podes aceitar se conheceres. E só podes conhecer se te entregares. Entrega então. Entrega-te. Baixa as defesas que construíste para te resguardares de ti mesmo, as muralhas que te aprisionam …quebra-as…

Sim…quebra essas muralhas, barreiras onde te encontras barricado de ti mesmo. Alheado. Foragido…quantas vezes esquecido.

És tu que o fazes. Não o outro. Escolhe fazê-lo. Para além desses muros há um Mundo que te chama, que te aguarda. Aventura. Aventura-te. Aventura-te a seres. Aventura-te a seres tu mesmo.

O caminho vai revelando-se a cada passo que dás. A cada inspiração, a cada expiração…(respira…)… a cada curva, aperta a mão ao medo e dá o passo…e cada curva traz algo de novo, algo que não conheces…e sim, estás desconfortável. Estás a rasgar-te uma vez mais. Estás a crescer. Sim…estás a aprender a seres tu.
Estás a viver-te.
Respira.
Relaxa.
Tudo está como deve ser.

Cristina Fernandes

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