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Conhecer Dublin num fim-de-semana – parte II

nest post tínhamos falado sobre o fim-de-semana passado em Dublin, a bela capital da Irlanda. Hoje damos seguimento ao artigo para quem está interessado em conhecer a cidade do trevo! 

O Domingo começou com um pequeno-almoço irlandês na Kennedy’s food store.
Depois fomos visitar a Kilmainham Gaol, a antiga prisão de Dublin, que foi inaugurada em 1796 e desactivada em 1910, apesar de entre 1916 e 1924 ter abrigado prisioneiros políticos.

O espaço e a visita são ambos fantásticos. A visita começa na capela da prisão, onde o guia local faz uma breve introdução histórica através de fotos e vídeos. Depois passámos a conhecer as celas e os corredores frios, gélidos que nos transportam para aquela época.

O local mais “WOW” da visita? A grandiosa ala leste, conhecida também como Victorian Wing, que foi inaugurada em 1962 com um extra de 96 celas. Durante este período, a prisão era regida pelos princípios do silêncio e da separação e a comunicação entre os prisioneiros era proibida.
Dublin
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Cela com inscrição “NO SURRENDER”

Há uma história de amor marcante (mas triste!) que queremos aqui partilhar: Joseph Plunkett, um dos líderes do movimento republicano (constituído por 14 homens) teve permissão para casar com a sua noiva, Grace Gifford. Este era o seu último pedido antes da execução.
A cerimónia foi na capela da prisão, horas antes de ele ser executado. No museu está a carta de Joseph para Grace com o pedido de casamento. Enquanto Grace esteva detida, anos mais tarde por ter lutado na Guerra Civil, pintou na parede da sua cela esta bela imagem chamada de Mural of a Madonna:Dublin
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Este é o sítio onde os líderes republicanos ficaram detidos antes da execução, um por um. O corredor é sombrio e sente-se o terror que estas paredes presenciaram.
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Já na parte final da visita entramos numa zona exterior em que tem uma marcação de duas cruzes, uma em frente à outra, distanciadas.
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DublinEsta cruz foi colocada lá para marcar a execução de James Collony, condenado à morte por fuzilamento devido à sua participação no movimento republicano. Em 1916, James estava ferido, quase a morrer, mas foi transportado por uma ambulância militar que o levou até este pátio da prisão numa maca, foi amarrado a uma cadeira e fuzilado.
DublinA visita dura cerca de uma hora, não é nada maçadora, pelo contrário. O nosso guia contava as histórias de forma fervorosa e muito sentida! Portanto, como esta prisão não está em todos os roteiros turísticos, nós recomendamos verdadeiramente!

É um dos “monumentos” à independência da Irlanda, já que maioria dos líderes das rebeliões (1798, 1803, 1848, 1867 e 1916) foram prisioneiros ali, assim como os da Guerra da Independência e da Guerra Civil. Uma autêntica aula de história!

Como estávamos perto do Phoenix Park e ainda não era hora de almoço, fomos dar umas voltas por lá.

O Phoenix Park é um dos responsáveis por a Irlanda ser conhecida como a Ilha Esmeralda. É também o maior parque fechado, público e urbano da Europa!
DublinO passeio deve começar pelo portão principal, na Parkgate St. À esquerda temos um obelisco enorme, o Wellington Monument ou Wellington Testimonial, com os seus 62 metros de altura, o maior obelisco da Europa. Imaginamos que na Primavera esta zona deve estar repleta de famílias a fazerem piqueniques.

Phoenix Park

Uma clara tentativa falhada de foto artística!

Se seguirem em frente têm o Zoológico de Dublin que é o maior da Irlanda, mas não fomos. Andamos foi à procura dos veados, mas sem sucesso. 🙁 Sim, porque ao lados dos vários campos de desportos, há veados a passearem-se e a “sacar” comida aos turistas que não lhes resistem. São uns pequenos sacanas!
Dublin
DublinO Phoenix Park tem muito para oferecer, a nossa “guia particular e local” até disse que num dia é difícil conseguir ver tudo. Portanto, com o estômago já a dar sinais, seguimos para o centro da cidade. Era hora de almoçar. Fomos a um italiano comer pizza. Logicamente não podia falhar nesta viagem!

Já de barriga cheia, fomos – e como não podia deixar de acontecer – à belíssima Old Library, em plena Trinity College.
É brutal e consideramos obrigatória para os amantes da leitura, já que lá estão mais de 4 milhões e meio de livros…! Ao entrarmos aqui não escapa um “oooooooh” de pura admiração!

Antes de se entrar propriamente na Old Library, tem-se acesso ao Book of Kells, que foi escrito – acredita-se, nos anos 800, sendo um dos mais antigos originais do mundo. É proibido tirar fotos. Têm de ir lá ver. 😉
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Old Library
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Old Library
A zona envolvente da Trinity College está repleta de recantos para descobrir e há campos de jogos que enchem ao fim-de-semana com jovens e famílias que por ali relaxam e aproveitam o tempo livre. Ainda assistimos a um jogo de rugby!
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A partir dali fomos percorrer a Grafton Street, típica zona de compras, e começamos por conhecer a estátua em homenagem a Molly Malone, personagem ícone de Dublin. Feita de bronze, é a estátua mais fotografada da Irlanda. Se conhecerem a música tradicional irlandesa “Cockles and Mussels“, esta conta a história da vida dela.

Molly Malone foi uma bela jovem descendente de uma linhagem de peixeiros que vendia moluscos e mexilhões e que, segundo se diz, gritava “Cockles and Mussels, alive, alive!” pelas ruas da Fair City.
A parte triste é que morreu de uma febre incurável e, desde então, o fantasma dela paira pelas ruas de Dublin gritando: “Cockles and Mussels, alive, alive!”. Não se sabe se é fictícia, ou se existiu mesmo. Nós acreditamos que sim, M’lady!
Molly MaloneNo final da Grafton Street encontramos mais um parque irlandês, o St Stephen’s Green.
Há flores, árvores variadíssimas, patos, cisnes e gaivotas. Há locais a ler livros nos bancos voltados para o lago, há crianças a alimentar os patos, há piqueniques a decorrer, há toda uma beleza natural em tons de Outono.

É um parque rectangular, fechado, com edifícios à volta. Quem por ali mora é um verdadeiro sortudo!
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DublinÀ noite fomos a um espectáculo de stand up comedy genial: The Comedy Crunch, que acontece todos os Domingos, Segundas e Terças-feira no andar debaixo do belíssimo pub Stags Head.
O comediante residente é o Danny O’Brien que é simplesmente hilariante e recebe convidados igualmente hilariantes. Quem estiver em Dublin nestes dias é OBRIGATÓRIO! É gratuito, sendo que é bem visto que no final deixem qualquer coisinha à saída. Vale bem e no intervalo distribuem gelados! 😉

Ah, antes de irmos a este pub fomos jantar ao japonês Yamamori Noodles, no qual encontramos a estrela do momento do UFC: Conor McGregor! UHUHUH!

Na Segunda-feira de manhã ainda fomos fazer turismo religioso. 😉 Fomos visitar a Christ Church Cathedral e a St. Patricks Cathedral.
Christ Church Cathedral
A Christ Church (acima) era originalmente uma igreja viking, tendo sido fundada em 1030, mas que depois foi ocupada por monges.

St. Patrick’s Cathedral (abaixo) é a igreja medieval mais comprida do país, tendo sido fundada ao lado do poço onde dizem que St. Patrick baptizava os locais convertidos ao Catolicismo, por volta do ano 450.
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Visitámos Dublin no Outono e foi delicioso! Evitamos a temporada alta, acreditamos que a paisagem assim estava mais bonita com as árvores em tons de vermelho, amarelo e castanho e já estava tudo a vibrar com o Halloween. Ah, e fizemos duas compras de Natal, falta saber quem serão as presenteadas! 😉

Esta viagem foi feita em Outubro de 2016 e o primeiro dia em Dublin pode ser lido aqui.

Dublin, altamente recomendável!

DoubleTrouble

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