O que é alimentação – uma visão terapêutica

À volta da alimentação. A comida que preparamos, devaneios…

Espelho, reflexão. Um estender da nossa personalidade nas receitas que criamos, que partilhamos e reflectimos. O que somos, como observamos a vida. União e plenitude, consigo e com o outro. Apreciar uma refeição solitária. Perder-se e encontrar-se a si próprio nela mesma. A partilha de ideias, maneiras, crenças e convicções. Dar a provar um pouco de nós, na reunião à volta de uma mesa.

É o recordar e o reviver de outras épocas. O aconchego das figuras maternas. As memórias de criança, revistas nos ruídos dos tachos e pelos cheiros doces de um passado longínquo. É o que te traz de volta. Saudades, quando estás já, há muito, distante.

Cozinhar, é um voltar a nós próprios. À nossa visão e à nossa essência. São as nossas escolhas. É um acto de guerrilha, uma atitude política. Um manifesto anti-sistema, rebelião. É activismo. É ecologia. É o tratar este mundo com carinho. Tratar por amigos os animais.
É escolher pertencer a uma tribo, e permitir-se sair dela, quando apetecer. É ser flexível, é o permitir pecar, perdoar, variar.

É ser pleno, um ser inteiro. Nutrir, cuidar o corpo onde a alma habita. A saúde levada ao prato, expandindo-se pelo físico, alargando-se à mente.

É luz e a clarividência, a energia do sol, e o pulsar da terra. O pintar do prato pelas estações, com os alimentos que enchem de cor e te levam o cinzento. É comida de conforto que cura doenças, maleitas e mágoas que enfraquecem o físico. É comer pela felicidade da refeição, esquecendo dietas. Estar aqui, no momento presente, amando a nós mesmos, mas sobretudo, seguindo a nossa própria verdade.

Por Seiva, ver mais aqui

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