Artigos, Desenvolvimento pessoal

Desejos ou realizações?

“Nesta altura em que o ano finda, é habitual a elaboração das listas de desejos, de mudanças a realizar, de balanços emocionais e de Vida!

Chega o final do ano e, na minha perspectiva pessoal, em vez de formular desejos, estou a estruturar metas, a analisar as mudanças em vários contextos da minha vida!
Desejar? Muitas vezes, os desejos são ideais que dependem da acção de terceiros, que poderão proporcionar os meios ideais para o nosso percurso, que poderão ou não contribuir para a realização dos nossos intentos! Nesse sentido, a desilusão surgirá de um modo intenso, pois as expetativas foram levadas e colocadas naqueles que não compreendem o nosso Viver!

Desejar? Muitos desejos são movidos por paixão, por utopias e crenças camufladas, sem que exista um verdadeiro e consciente trabalho interior, para saber se queremos realmente aquilo que desejamos, se estamos prontos para lutar afincadamente pelo que queremos ou se ao primeiro obstáculo iremos desistir de lutar e culpar o Outro pela nossa derrota!

Não conseguimos realizar os nossos desejos e vivemos sentimentos de frustração, de tristeza, culpando tudo e todos, diminuindo a crença no nosso potencial, mas nem pensamos, por instantes, que pouco ou nada fizemos de concreto para a realização do que almejamos! Sentimos inúmeras emoções e não paramos para compreender que aquela conquista, aquela luta, dependia de nós, do nosso querer, do Amor que colocamos no que verdadeiramente queremos!

Realizar? Sim! É tempo de realizar as mudanças que estão e são estruturadas com tempo, com ponderação, sabendo quais as dificuldades com que vamos lidar, quais os fatores adjuvantes que temos na nossa vida, quais as escolhas que temos que fazer, em consciência, com sentido e significado! Preparando o terreno para colocar as sementes do nosso trabalho, do nosso esforço, para assim podermos contemplar com felicidade o florescer dos nossos sonhos, das nossas vitórias!

Realizar? Sim, saber o que queremos por Amor, lutar pelas batalhas que nos fazem sentido e são necessárias para o nosso desenvolvimento, alterar as dinâmicas que perderam a sua força, renovar as relações que foram descuradas, eliminar as relações que apenas são exemplos de um comodismo nada saudável!

Sim, vem aí o final do ano, iniciando-se um novo ciclo cronológico, que apenas marca uma mudança temporal e que em nada afecta a nossa vida, que de facto continuará igual, se nada for feito no sentido da mudança e transformação!

Sim, vai chegar o novo ano e se tu, és daquelas pessoas que costuma realizar uma lista de desejos, se isso te faz sentido nesta altura do ano, então podes atualizar a tua lista e em vez de desejos, podes fazer compromissos contigo, com o teu coração e a tua razão!

Podes assinar um contrato emocional e racional com a tua consciência, com o teu sentir e para cumprir esse contrato, sem te esconderes nas cláusulas emocionais, que consideras poder utilizar para fugir a esse compromisso, sempre que te dar algum jeito!

Este ano, de uma forma tão diferente e consciente, não vou desejar nada, vou comprometer-me com a minha mudança interior, com a minha transformação emocional, comprometendo-me com a minha Vida, com todas as metas que estabeleci, com os sonhos que estou a estruturar, com os passos que sei que quero firmar!

Se a Vida, no seu jeito brincalhão, quiser desafiar-me com os seus desafios, as suas batalhas, estarei pronto para lutar, para travar as batalhas necessárias para potenciar a minha Felicidade, a minha Esperança, quais ferramentas que potenciam o meu Viver!

Desejar? Alimenta a paixão, a chama da motivação, da idealização, da esperança, mas realizar, alimenta a alma, nutre a nossa essência, perpetua os nossos passos, marcando o mundo com o nosso Viver!”

Ricardo Fonseca, 2015

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