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Felicidade, um estado ilusório?

As pessoas de um modo geral sentem-se quase sempre infelizes. A principal razão da sua infelicidade deve-se à incapacidade de usarem o seu discernimento de forma clara e isenta.

Confunde-se felicidade com atingir um estado (ilusório, já agora) específico onde os problemas não existem, onde tudo está em paz e onde nem a mínima brisa sopra, a fim de não criar qualquer tipo de desconforto.

Esse estado, pelo menos neste plano terreno não existe, não fosse este o planeta-escola, onde as aprendizagens se fazem, por escolha nossa, através de todo o tipo de experiências que implicam contrariedades, atrasos, mudanças repentinas, dificuldades e obstáculos à nossa vontade, ao nosso desejo.

Como nada corre como programámos (qual é a parte do “não controlamos nada” que ainda não percebemos?), saímos rapidamente de um estado “semi-feliz” para um estado de emoções descontroladas – um verdadeiro “estado de sítio”!

Lá se vai a felicidade… tanto trabalho que temos, tanto esforço para ver se conseguimos ficar e permanecer felizes muito tempo e depois num segundo desaparece tudo e regressamos ao lugar (de onde efectivamnete não chegámos nunca a sair) de sempre – o lugar onde amuamos, onde não aguentamos um não, onde não levamos um desaforo para casa e assim por diante.

É preciso entender que a felicidade e o ser ou estar feliz é uma condição que se escolhe, que se cria, que se nutre, que se vivifica a cada inspiração. Passamos a ser responsáveis por essa escolha e portanto não há espaço para queixas e revoltas, pois sempre que o fazemos estamos na verdade a abrir mão do nosso poder interno, assim como quando resolvemos vibrar nesse estado interno de felicidade, também estamos a usar esse poder.

O que importa não é fazer desaparecer magicamente os problemas, as situações ou as pessoas que nos irritam, mas sim saber que a nossa atitude face a todos esses desafios é completamente diferente quando escolhemos estar felizes independentemente das circunstâncias que nos rodeiam.

Claro que essa escolha, quando é feita a partir da nossa sabedoria interna, incomoda muitas pessoas que nos cercam e privam connosco, mas ainda assim deveremos permanecer fieís à nossa decisão e passar a dar o melhor de nós a cada momento, sendo um modelo para que outros possam experimentar e depois retirar as suas próprias conclusões.

As nossas escolhas individuais influenciam o colectivo, portanto nada como experimentar sem receio, uma nova forma de estar para aprendermos a estar mais felizes e mais ligados a nós mesmos e aos outros.

<3

Em Receitas para Ser Feliz, por Eva Vilela

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