Receitas

Focaccia de Alecrim e Mozzarella

2016 foi um ano onde couberam vários. Fiz tantas coisas ao longo destes mais de 360 dias que, por várias vezes, achei que iria colapsar. Senão de cansaço, de emoção.
Pouco depois do cinco dar lugar ao seis, e em fevereiro ainda, nascia a Camila, numa madrugada tipicamente invernosa que deu lugar ao sol logo na manhã seguinte. No meu coração, a alteração do estado do tempo e das coisas foi imediata. Um amor que se tornou palpável, uma responsabilidade maior do que eu própria, um medo visceral e incontrolável de que tudo desse para o torto.
Ser mãe foi o maior acontecimento deste ano e da vida toda. A Camila é o melhor de mim e vê-la crescer é um verdadeiro privilégio.
Depois, aos poucos, retomei o meu trabalho, este blogue tão querido e o jornalismo em peças pontuais. Fiz parcerias com marcas e projectos com os quais me identifico da cabeça aos pés e agradeço todos os dias por terem confiado em mim quando tão poucos o haviam feito. O blogue cresceu e eu andei pelo Porto Canal, voltei às páginas da Time Out Porto, fiz e dei workshops, saí na newsletter DaTerra onde me foi atribuído o honroso título de “Talent of the Month” e senti-me abençoada vezes sem conta.
Conheci pessoas maravilhosas e estreitei laços com outras que se tornaram como que da família. Comprei muitos livros, fui ao cinema algumas vezes, regressei ao ginásio, tive direito a dois dias em Paris sem a cria, envelheci um ano, tive muitas dores de cabeça, acumulei dezenas de horas de sono e vi coisas que julgava impossíveis em pleno século XXI. Perdi uma pessoa muito querida, não acreditei na vitória de Trump, vibrei com o Europeu de futebol, chorei ao ver notícias da Síria e de bebés prematuros retirados das incubadoras, perdi tantas vezes a exígua fé que me resta no Ser Humano. Continuei a divertir-me muito a ler as caixas de comentários dos jornais online (aquilo é a minha terapia), cozinhei muito, publiquei muitas fotografias, perdi (ou ganhei) muitas horas no Instagram, vi infinitamente menos televisão, passeei mais ao ar livre, dei muito mais valor às coisas simples, aos gestos, aos detalhes.  Compreendi que o amor assume diversas formas e que há silêncios que valem como abraços. Aumentei o meu amor pela Bigas que já estava nos píncaros e comprei finalmente o domínio sweetbigas.com! Yey!
Ainda assim, não fiz tantas coisas como gostaria, como havia planeado… o velho problema das expectativas.
Para 2017 já tenho várias metas. Eu, que não aprecio nada clichés, li hoje algures que “um objectivo sem um plano é apenas um desejo” e encaixei as letras como uma luva. Só me cabe a mim passar do(s) objectivo(s) à acção.

 

 

 

 

 

INGREDIENTES

320 ml de água morna
10 g de fermento de padeiro seco
1 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de sal
3 colheres de sopa de azeite de boa qualidade + extra para finalizar
400 g de farinha de trigo sem fermento
100 g de farinha integral
Mozzarella em cubos, a gosto
3 pés de alecrim fresco
Flor de sal q.b.

PREPARAÇÃO

  1. Numa taça, dissolvemos o fermento na água com a ajuda de um garfo. Adicionamos o açúcar, o sal e o azeite e mexemos bem.
  2. Numa outra taça, colocamos as farinhas e misturamos. Abrimos um buraco no centro e vamos deitando a água com o fermento, mexendo com o garfo até obtermos uma massa.
  3. Polvilhamos a bancada com farinha e amassamos por cinco minutos até formar uma bola.
  4. Colocamos novamente numa taça, tapamos com um pano e reservamos num local de temperatura amena cerca de 1 hora.
  5. Pré-aquecemos o forno a 200º C.
  6. Untamos um tabuleiro com azeite e preenchemos com a massa, criando concavidades com as pontas dos dedos. Inserimos nessas concavidades os cubinhos de mozzarella.
  7. À parte, picamos grosseiramente as folhas de alecrim (só as folhas, não o pau) e temperamos com flor de sal e azeite. Polvilhamos o topo da massa com essa mistura, acrescentamos mais um fio de azeite e flor de sal (gosto de ser generosa nesta parte) e levamos ao forno por 25-30 minutos, sem ventoinha.
  8. Esperamos alguns minutos que arrefeça para cortar.
Se o tempo me deixar – e eu espero bem que sim! – amanhã ainda passo aqui com uma receita muito rápida para brindarem ao novo ano.
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