Artigos, Desenvolvimento pessoal

Podemos escolher perpetuar a dor ou o sofrimento, ou podemos escolher sentir

Fragilização como potencial

Quem viu o artigo anterior do Satsang de Sri Prem Baba e segue os GPS Lunares de Ruth Fairfield, a energia deste ano pede reconhecimento das nossas emoções, ora uma lua em caranguejo é a oportunidade de em profundidade mergulharmos dentro de nós, descobrir as lembranças profundas onde está feita a nossa ligação à essência, se com a suavidade da sabedoria sustentadora amorosa da vida ou em esforço, dor e sofrimento, ou podemos escolher viver na sabedoria sustentadora amorosa da vida em nossos corações.

Esta energia é a energia da Grande Mãe Cósmica que está a preparar-nos para a total preparação de deixar conscientemente emergir as nossas emoções, ora tendo nós as emoções suprimidas e reprimidas na criança primitiva/predadora em que oscila entre a vitimização e projeção e a criança suprime em vergonha do que está a sentir dentro de si porque é muito forte tem medo de ser julgada, humilhada, rejeitada tem medo de sentir a culpa que traz na sua matriz originária de forma a poder libertar-se e renascer em autenticidade.

Este medo do certo ou errado como crença do pecado instituído na humanidade levando-nos à revolta, ao medo, à insegurança, à injustiça, à tristeza e à solidão de não ter espelhos/ pessoas para fazer complementaridade criativa dentro de si, não observando dentro de si que é a causa e o efeito do que recebe em cada momento, perpetuando a revolta, medo, as inseguranças, as injustiças que recebe como espelho, ficando dentro de si em tristeza e solidão, e assim andamos na roda da vida alimentar as matrizes do eu inferior com totalidade inconsciência de que somos os verdadeiros responsáveis pelo caos, destruição, doença e desiquibilíbrio nas nossas vidas.

A mente aqui face à fluidez toma uma profundidade emocional onde a mente intuitiva quer tomar seu lugar dispersando a mente racional que quer controlar para não sentir, a mente intuitiva quer assumir o comando para mostrar onde as emoções reprimem e suprimem de forma a poderem libertar-se as matrizes de sofrimento e dor.

Podemos escolher perpetuar a dor ou o sofrimento, ou podemos escolher sentir o que surge em cada momento nas nossas experiências como oportunidade de auto-observação e transformação, sem reprimir ou suprimir apenas observando e sentindo.
Sendo esta energia particularmente reativa no inconsciente coletivo e pessoal, espera-se que a pessoa que está vitimização haja de forma a mostrar ao outro que este é culpado de tudo o que está esta a passar, não assumindo o seu poder de responsabilização de que o outro é campo de oportunidade de mostrar a si quais as emoções suprimidas/reprimidas ou entra na reatividade estimulando disputas, competição e discussões desenfreadas onde a verdade de cada um tem de ser provada como real.

Como é que isto pode ser transformado criativamente ?

Observando como entra na vitimização face as experiências e como essa vitimização opera como forma manipulativa da carência emocional da criança órfã que habita dentro de si, aqui tem aprender assumir que o outro é campo de oportunidade de perceber quais as emoções estavam a ser reprimidas como forma de manter um falso equilíbrio dentro de si e na sua vida.

Ou no polo oposto onde a reatividade está presente como forma de defesa, aqui observe nas acusações onde reside a matriz do julgamento como oportunidade de observação, onde a arrogância da verdade como única, não dá campo ao outro de exprimir-se, não aprende a lição da humildade de poder observar no outro as feridas emocionais que residem em si e como transformar.

Ao nível do coletivo espera-se discussões acérrimas na politica e outros campos.

Cuidado com escapismo para o exterior, afinal temos o Verão o campo de oportunidade de dançar, brincar e fugir da responsabilidade do nosso processo individual, onde como oportunidade neste momento temos uma energia do útero cósmico para abraçar o renascimento consciente e de todo equilíbrio que traz as nossas vidas.

Usando a criatividade consciente e sustentadora de nutrir em cada momento nosso ser seja pela alimentação consciente, por estar rodeados pessoas que nos amam, em ter prazer em viver e ser, sabendo o nosso valor próprio.

Assim temos neste momento como campo de oportunidade mais do que alimentação da Mãe Terra que neste momento como energia sustentadora tem uma conexão mais profunda como campo de oportunidade de ser satisfeitos ao nível da Alma.

Até ao Eclipse estamos a ser convidados a ser conscientemente a tomar consciência do emocional, fortalecendo-nos o corpo emocional construindo uma nova forma de estar no mundo em total leveza de uma vida prazerosa, amorosa e iluminada.

Infelizmente esta energia está como revolucionária e reativa, muito primária será um despertar profundo mas reativo, em que teremos momentos de profundo fragilização que nos podem assustar, fazer-nos sentir encurralados sem solução ou opção e outros de profunda alegria, amor e paz, e a oscilação entre ambos os polos dá-se uma e outra vez até que o equilíbrio possa apresentar-se como manifestação real.

Cuidado para não se esconder atrás da sua casca, da sua máscara rígida que para não sentir o medo vai buscar todas emoções primárias, deixe fluir dentro e fora de si reconhecendo a experiência.

Criativamente não suprima as emoções, não controle em vez disso entre nessas ondas emocionais, lembre-se que o medo e a culpa são mecanismo de controle interior e da sociedade, então deixe-os passar no seu coração sem medo porque aí sim vai dar campo a leveza, ao amor real e ao equilíbrio manifestar-se em si e na sua vida…como é maravilhoso !

Faça seu trabalho de nutrir essa semente de luz que habita dentro de si, deixe que essas ondas de energia emocional venham a superfície durante este período até ao eclipse, flutuem através dessa parte da mente que não quer controlar mas que abre o campo de oportunidade de mexer com sentimentos profundos.

Claro que todos queremos sentir que pertencemos, fazemos parte e seguros, mas como poderemos fazê-lo sem resgatar o amor próprio ? Respeito por mim mesmo? Sem nutrir em total consciência em cada momento o nosso ser e as suas necessidades em cada experiência ?

Não podemos e vivemos capturados pelas carências e co dependências emocionais como revolta do que vai surgir em cada momento vamos parecer descontrolados, vamos sentir necessidade de falar tudo que não foi dito, de encontrar os culpados fora quando eles estão dentro, para outros até discutir vai ser difícil porque dói muito.

Que campo de oportunidade maravilhoso este de reconhecer onde estamos a fazer demais para preencher uma lacuna ou carência interior, de perceber que fome emocional é esta que habita dentro de nós e que nós faz perseguir fora de nós a ansia de possuir algo, de preencher esse vazio que nunca poderá ser nutrido senão pelo amor.

As águas agitam-se no exterior pelo planeta todo assim como em nossos corpos emocionais totalmente expostos as suas feridas como oportunidade de cura de nutrirmos na sua raíz mais profunda a ferida e as suas matrizes, transformando-nos e criativamente criando novas formas nesta nossa família universal.

Observe onde está o vazio? A maioria de nós não se sentem em casa ou que pertence porque não ocupa o seu corpo humano, então o vazio e a angústia crescem tornando-nos emocionalmente inseguros e vulneráveis emocionalmente a outras crianças (adultos), com feridas emocionais tão profundas como as nossas e alimentamos e perpetuamos assim as matrizes de dor e sofrimento em toda a humanidade.

Profundos sentimentos de abandono dessa criança interior órfã vão surgir, assim como todas as áreas da sua vida que não foram alimentadas como você desejava na sua verdade distorcida e carente, originando ou as máscaras como reação ou o campo de oportunidade de observar como manifestam e agora sim como adultos que somos assumir a responsabilidade de proteger e apoiar essa criança interior carente que existe em todos nós, todos nascemos numa família biológica com uma determinada programação familiar como forma de começar a moldar essas feridas emocionais e as expor, a família nada mais foi que o campo de oportunidade de cura e transformação de quem somos ligados as matrizes do eu inferior, ao agarrarmos essa oportunidade de transformação e cura, a família biológica traz a oportunidade de ligar-nos a família universal de forma saudável.

Na realidade na estrutura da sociedade que temos tanto a estrutura família biológica como a Universal estão em disfunção apenas e só pelas feridas emocionais que cada um carrega dentro de si, a única forma de curar e transformar é cada um assumir essa responsabilidade de tornar-se consciente das suas feridas emocionais, das suas carências e de como alimenta as matrizes de dor e sofrimento em si e na sua vida.

A casa onde habita nutre o seu ser ?

As pessoas com que vive já são um reflexo amoroso de quem você ?

Ou são um reflexo da destruição das feridas emocionais que estão dentro de si ?

Como pode transformar seu “ninho” forma criativa com leveza e sem destruição ?

Como é possível que o espaço que habita seja um reflexo sobre si mesmo e um lugar de amor, acolhimento e transformação amorosa ?

Respire, ligue-se a todos os campos de oportunidade que estão a surgir, pessoas, situações, eventos, o que surgir em cada momento, use até a sua imaginação para entrar nessa onda de emoções e redefinir, reconstruir em amor por si tudo.

Sinta-se a ser totalmente sustentado em cada passo, porque de cada vez que mergulhamos fundo nas nossas feridas emocionais em transformação e amor por quem somos a energia de amor e luz desfragmenta tudo transformando criativamente quem somos e a nossa vida, e aquilo que até à data parecia duro e o esforço resolve-se em profundas sincronias, leveza e amor.

Aqui a oportunidade de pela nossa fragilização e compreensão de sentir-nos podemos em autenticidade sentir o outro e como as suas feridas emocionais condicionam o seu ser, não como desculpa para não agirmos, mas como forma de devolvermos ao outro a sua responsabilidade no seu processo individual.

Uns poderão sentir-se assoberbados com tanta emoção a vir à tona, com tantos espelhos de si mesmos a mostrar-lhes essas emoções reprimidas dentro de si, outros estarão na desvalorização como forma de não sentir e a controlar tirando o poder a si mesmos.

Existe aqui um campo de oportunidade de pelas ondas emocionais que estão a surgir em cada momento de percebermos de forma mais clara como opera nosso sistema emocional individual seja através de nós próprios em auto-observação, através das pessoas mais próximas na nossa vida ou por outras vias como a saúde.

Ah como disse uma cliente este fim de semana no curso “ Eu sou Livre !” claro que sim a partir do momento que as emoções são livres de fluir seu curso natural em cada momento, de moverem-se como estava reservado a si, o coração expande-se em leveza.

Ou então ficamos nas emoções inflamadas que não estão a ser atendidas pelo exterior e nunca o serão porque cabe a cada um de nós a responsabilidade de nutrir a si mesmo, a insistência em querer criar no exterior a sustentação nutridora vai gerar mais caos e desequilíbrio seja na área emocional, relacional, saúde, profissional, familiar, financeira ou qualquer outra.

Estamos nas aulas práticas que venho a mencionar nos artigos desde principio do ano que estamos a ser treinados na prática a sair das frequências de dor e sofrimento e as transformar em frequências criativas, eliminando o autojulgamento, as crenças negativa, estamos a ser convidados a questionar as nossas verdades afinal se elas resultassem estaríamos em equilíbrio e bem, dando oportunidade a mudar as perspetivas, aprendendo a viver em cada momento as mudanças e a liberdade de em autenticidade sermos quem somos irradiando nosso brilho pessoal sem medo.

Que possamos aprender a domar nosso ego que nos faz perpetuar a dor e o sofrimento, possamos a libertar da necessidade de controlar e alinhar-nos com verdadeiro caminho de crescimento individual e coletivo

Estamos a medida que o ano avança a entrar na oportunidade viver em abundância e afinidade com as Leis Universais, a Alma e as sincronias da vida em leveza.

Oportunidade de remover e despir o ego de todas as crenças que o condicionam, preconceitos, julgamentos que trazia das experiências anteriores como verdade para viver uma nova verdade alinhada com a Alma e em autenticidade e não em dor e sofrimento.

A mensagem é cada um de nós tem que assumir que tem dentro de si uma tendência negativa seja pelas feridas emocionais que tem, seja pela apreensão de está capturado neste plano, seja por qualquer outra coisa enquanto não se der a si a oportunidade de libertar essas emoções presas e contidas dentro de si serão precisas pessoas e eventos exterior que pelo o confronto abram as portas a que elas são pela reação do está ocorrer e iremos testemunhar de forma exaustiva como as intenções negativas, as emoções negativas aprisionadas funcionam como uma inteligência própria condicionando-nos em todas áreas da vida.

Ao grupo deste fim de semana de curso que viveu em cada momento esta consciência da sua programação interior e a transformou criativamente minha gratidão porque realmente é sairmos do campo onde a escrita dá lugar à ação consciente de que sim é possível, de que sim são transformações profundas sentidas em amor e leveza em cada momento por cada um.

Observem onde não reagem poder defesa e onde reagem como defesa, observem como são controlados e controlam pelo emocional, mas acima de tudo sintam as emoções que estão a ser impulsionadas a emergir em cada momento.

Mas não as classifiquem como boas ou más, dê-lhes apenas o espaço a manifestarem-se observem e deixem fluir, nessa fluidez e não resistência vão adquirindo uma leveza pura de autenticidade que aguarda dentro de vós, mas neste momento é isso mesmo a fragilização de quem sou, é mergulhar nessa fragilização como oportunidade ao renascimento, é a possibilidade de viver uma nova liberdade alinhada com a Alma.

Tem sido meses intensos eu sei, mas com esse objetivo ser o campo de oportunidade de fragilizar o ego á força para abrir a porta do eu autêntico que habita o ser, saindo dos registros da opressão e vitimização, assumindo o poder pessoal em amor por si criando em equilíbrio formas criativas e sustentadoras do seu ser.

Com Amor,

Ana Tavares

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