Análise

Lua Cheia e Eclipse Lunar no grau 15 do eixo Aquário/Leão

LUA CHEIA E ECLIPSE LUNAR NO GRAU 15 DO EIXO AQUÁRIO / LEÃO…

Sem dúvida alguma que chegou o momento do confronto com a nossa real e genuína essência, esteja ela em que registo estiver, pois existe uma grande confusão com o ser genuíno e ser o produto de perfeição idealizada…
Ser genuíno é não necessitar de esconder, é responder ao momento com a total liberdade…

Claro que isso pode ser muito constrangedor para o ego e por isso adoptou posturas de como ser aceite pelos os outros, aprendeu a esconder até de si, todo o peso religioso a condenar, todo o julgamento , humilhação, descriminação, determinou que o melhor era não correr riscos de se expor a essa reacção provocada pelos outros…

O Ser Humano não tem ideia do peso que carrega deste formato enlatado de temos que ser todos assim e não podemos ser mais do que isto… Linha de montagem em série, zombies modernos, perderam a vida própria e movimentam-se roboticamente…

Pois esse formato de linha de montagem social, ideológica, cultural, religiosa, espiritual, onde não podíamos nos distinguir de forma diferente , foi encerrado…
Então e agora???

 

 

Agora qualquer tentativa de manter escondido é logo revelado, não é difícil de reconhecer, pois a consciência que esteve a ser trabalhada desde o final de 2012, teve a acompanhar o despertar da individualidade, consciência, conhecimento, terapias, formações … Para precisamente, agora com os recursos todos começar a praticar…
É muito fácil detectar o que o ego quer esconder, quando se sentirem capturados numa situação, sem encontrar saída, perguntem só isto para a direcção do vosso coração, O que posso fazer por mim e que só de mim depende ?…
Sintam a resposta e agora observem as voltas que a mente dá a tentar encontrar recursos suficientemente justificáveis para não ouvir e agir com a voz que devolveu a resposta pelo coração…

Ficar a ruminar, a dissecar, a explicar, a justificar e em simultâneo esconder a verdade do que sente, cria a sensação de estar capturado, pois é o ego captura-se a si próprio, quando se esconde e cria o cenário para ser reconhecido por uma imagem que quer manter de si, esconde tudo o que sente e agora já não vai ser possível manter essa farsa que decorre nos bastidores da consciência…

É sem dúvida uma atitude muito subtil de criar um campo de falsidade, toda a interacção com os outros já está envenenada, vão se criar campos de raiva contida, ressentimento, mágoa, vingança perversamente esperando que alguma coisa castigue, nos dê esse mérito, essa prova, que fomos vingados, fez-se justiça…

Muito subtil a forma como estas matrizes emocionais eram escondidas e perversamente actuavam, criando formas de sobreviver à traição original… se foi destruído, se falhou, se perdi, se não consegui mudar nada nos outros, então vou-me revoltar agora, mas podem cair na armadilha de tentar dissecar para encontrar justificações plausíveis, onde
o ego encontre conforto interno para puder actuar com razão…

Que grande transição para encontrar o ser genuíno, o processo passa pela integração da revolta, da vitima que se rende vingando-se , às vezes até sacrificando o corpo…

Eu agora sou genuíno, mas assumo o compromisso de ir integrando na minha vida de uma forma humilde o reconhecimento de que esta vibração é primária e quero refiná-la, mas não mais omiti-la de mim, quero ajudar esta minha parte a aprender a sociabilizar-se sem medo das suas próprias reacções, eu cuido dela, sou o zelador que está a ensinar a não ter vergonha do que fez, do que disse, do que pensou, do que sentiu, do que lhe apetecia fazer, mas estou a ensiná-lo que para puder viver com os outros, não tem que ser igual, por isso não há nada para esconder…

O Pão da vergonha alimenta o orgulho arrogante, mas também o submisso sem autoridade própria…
Onde estás? …

Ainda sentes que são os outros que são responsáveis por reagires assim, por estares nessa condição de vida?… ou estás mais consciente, a olhar para ti e a sentir que afinal ainda tens campos instintivos e primários, reagem por defesa com mecanismos próprios e que só a ti cabe ensinar-lhes a serem mais responsáveis pelas suas reacções desprovidas de intensão criativa, aquela que move a acção para melhorar a qualidade do seu ser…

Cada vez que retiram o peso da culpa e agem fora dela, sentem um alivio… mas calma depois é preciso começar a construir de novo todo o sistema interno seguro, como auto reconhecimento e energia auto nutridora que sustenta os novos alicerces e é prioritário sair do circuito onde as dinâmicas relacionais estão viciadas nestes esquemas de controle, esconder, viver em apreensão …
CHEGA o ego não mais vai ter sustentação energética para se manter escondido, algo vai ajuda-lo a ver onde se auto captura no orgulho, arrogância e por fim isolamento… perde a qualidade da relação, é uma matriz anti-social …
Não me identifico, mas fico na critica dissecante, fecha a porta do Amor…
Porque se fecha a porta do Amor???

O orgulho ocupa o espaço criativo da mudança e transforma-o numa gaiola…

Prefiro ficar capturado dentro do meu umbigo solitário do que ir aprender sobre mim, mostrar genuinamente quem sou, aceitar com humildade reconhecer que afinal somos todos aprendizes e mestres… Nuns momentos somos ensinados pelas circunstâncias que estão a decorrer, noutros momentos somos os professores para os outros…
Saber viver nesta alternância é a verdadeira liberdade e presença genuína da criança que é estimulada e não castigada…

Esta essência de humildade despida do orgulho vai fazer com todas as cores se reúnam dentro do ser, se complementem , mas não se misturam fora da sua vibração…
Esse será apenas a vibração presente num ser a descobrir-se numa nova atitude, pela fatal escolha do ego arrogante que quer mostrar e validar o medo de ser autentico com a justificativa de que tem que responder ao outro na mesma vibração …

Não tem e isso é ser genuíno e cuidador de si…

Pois se já conhecem os gatilhos onde o ego reage a defender a sua identidade, porque se expõem a situações onde estão permanentemente a ser expostos à vulnerabilidade???
Não acham que é uma atitude masoquista?… Por vezes até sado masoquista, pois oculta está a vingança de que se não tenho o que quero tu também não… Campos perversos ocultos pelo Pão da Vergonha e que só devolverão fome, carência, frustração, solidão, tristeza e por fim doença…
Esta escolha de ficar nas mesmas situações tem que ter sustentação criativa do outro lado, ou seja, pessoas, contextos onde cada um não tenha que se defender, mas sim ser fiel ao ser, mas estar disponível para aprender a sociabilizar com a diferença dos outros, saber colocar-se em causa, ouvir os outros e sim estas são as aulas praticas a partir destes dois eclipses de agosto…
Tudo e todos que não Nos ofereçam este campo de verdade, a começar por Nós próprios, não têm espaço criativo na nossa vida…

Este 1º eclipse vai devolver este campo de experiência de redescoberta em liberdade de nos pudermos sentir mesmo, sem vergonha, sem culpa, mas sim vontade de aprender a viver na escola da vida livremente…
O ego revoltado, vitimizado pela tortura da frustração e que muitas vezes se expressa muito subtilmente dentro das áreas ditas espirituais , vai puder ter o campo de oportunidade de sentir a torre gélida e solitária que construiu para si…

No movimento dos eclipses existe uma dança muito harmónica entre os dois um levanta o passado , outro realinha-o pela consciência e estes dois eclipses definem um rimo crescente, quanto mais livre do medo de não ter sustentação do exterior, mais eu atraio à minha vida, experiências criativas , pessoas na vibração que eu estiver a dar a mim próprio…

Neste período de tanta entrega à autenticidade, criámos, eu e a Ana Tavares, um Ws “ Venha Aprender a Relacionar-se consigo Próprio”, este trabalho é algo que nasceu desta profunda entrega e pratica diária criativa entre mim e a Ana e onde encontramos uma forma muito simples mas profunda de em dois dias vos levar neste encontro Genuíno convosco próprios…

Escolhemos os ciclos da lua nova, pois é o encontro entre consciente e inconsciente a iniciarem um novo ciclo de parceria complementar…

EU E O MEU OUTRO EU ESTAMOS A CONHECERMO-NOS…

Um Abraço onde os braços de Amor no meu coração não têm fim, são infinitamente extensíveis a todos os corações abertos a receber…

Ruth Fairfield

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