Análise

Lua Cheia em Touro

Neste dia 14 de novembro, no grau 22 de Touro, chegamos ao culminar de um ciclo que iniciou na Lua Nova de Escorpião do dia 30 de outubro. Este é um ciclo de muita intensidade e que pretende potenciar a nossa consciência para o que precisa de ser renovado, transformado e transmutado. Relembro que esta semente transportava consigo a energia de Mercúrio pela conjunção que se fez no momento da Lua Nova.

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Tivemos a oportunidade de ver, por via destas eleições dos Estados Unidos, a manifestação desta conjunção de Mercúrio. Como as opiniões emergiram através do voto de cada americano, o que ainda estava oculto nas intenções da humanidade, e como essas escolhas reflectiram o conflicto interno em que ainda vivemos. Como isso nos chocou e destruiu a nossa ideia do que seriam os resultados finais para a cura da humanidade. Talvez seja ainda necessário compreendermos que (por enquanto) toda a campanha tem sempre oculta uma verdade bem mais cabeluda que a simples mensagem que pretende comunicar e transmitir, que aquilo que pretendemos “vender” não representa por inteiro a verdade “nua e crua” das nossas intenções e interesses, mas é antes de mais um esquema de manipulação que pretende ocultar estas intenções e interesses, para se poder eleger por entre as ilusões dos que votam, sejam eles republicanos ou democratas. E é ainda, também, uma tendência natural do ser humano querer encontrar “bodes” que expiem a sombra da humanidade, e elegemos esses “bodes” sem pensarmos que no fundo eles, de uma forma pessoal, vivem e espelham a consciência colectiva. Mas no meio do rebanho não existem apenas “ovelhas negras”, existem também “lobos com pele de cordeiro”, porque “de boas intenções está o inferno cheio”. Tudo isto ainda é “Maya”, tudo isto ainda é Escorpião vivido através das pequenas vontades da personalidade. Tudo isto é ainda a oportunidade de Consciência do ciclo da Lua Nova iniciado em Escorpião no dia 30 de Outubro…

Este culminar do ciclo de Escorpião é o culminar desta ilusão. Sejamos práticos e procuremos os recursos que estão ao nosso alcance para nos reconstruirmos desta ilusão, para encontrar a paz e a harmonia dentro de nós e ver como as escolhas do colectivo espelham o nosso estado interno, as nossas ilusões internas e pessoais. Ao invés de nos focarmos no “bode expiatório” ou na “ovelha negra”, procuremos encontrar em nós uma forma concreta e real, de trazer paz às nossas vidas. O que de construtivo devemos retirar das crises individuais, o que fica de valor, que novas formas queremos gerar no espaço livre que ficou, em que recursos nos vamos concentrar e alimentar para termos maior qualidade de vida e a paz que tanto almejamos. É tempo de transformar o “estrume” em adubo, de perceber a fertilidade do nosso terreno. Não se trata de rejeitar e expulsar o “bode expiatório” da aldeia, mas antes de o reconhecermos (e a nós) nos seus tabus e, com Amor, reconciliar a “Bela e o Monstro”.

Fazemos um balanço do que perdemos e do que ganhamos, e a um nível mais ligado ao plano da matéria, fazemos “contas à vida”, os recursos que perdemos e os recursos que acumulamos, e quais as batalhas pelas quais consideramos valer a pena lutar para obtermos o que desejamos. Onde e de que forma podemos gerar solidez mantendo esta Consciência do que ainda temos de conseguir abrir mão, de deixar ir o que não nos pertence. Apenas sentirmos Gratidão pelo que temos na vida. Como “Gratidão gera Abundância” (e a Lua exalta-se em Touro), esta qualidade da Alma resolve muita da insatisfação gerada pela personalidade. Com a Vénus (regente de Touro) a poucos dias de fazer conjunção Plutão, quadratura a Úrano e a Júpiter (a partir do dia 23 até ao final do mês – ver Novembro astrológico), é caso para se dizer que “vão-se os anéis e ficam os dedos”.

Afinal, este era um ciclo em que precisávamos de “transportar a Consciência da Harmonia através do Conflicto” (Lua Nova de Escorpião, 30 de Outubro) e é aqui, dia 14 de Novembro, que o Conflicto atinge o máximo da sua expressão. Cabe-nos a tarefa, nesta Lua Cheia em Touro, de encontrar os recursos internos para vencer e terminar esta “batalha” (pelo menos a deste ciclo) e começar a construir a tão desejada Harmonia que desejamos ver no mundo.

“Que a Luz, o Amor e o Poder, restabeleçam o Plano na Terra.”

(A Grande Invocação)

Ana Paula Pestana

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