Análise

Lua Nova no grau 0 de Leão

LUA NOVA NO GRAU 0 DE LEÃO…

Incrível como a energia deste ciclo cria um movimento de fogo e água a serem movidos no campo da identidade, a emoção a criar a polaridade oscilante entre a vontade, o desejo de a colocar em acção, estímulos fortes a mover a força da identidade e em simultâneo a tentativa de esconder de si aquilo que não quer mesmo sentir do seu lado sombra, quer seja por questões de orgulho, de medo e insegurança de expor a sua identidade, este aspecto vai criar um campo não genuíno na forma de estar em relação com os eventos e pessoas…
A sombra é sustentada pela crença de esses aspectos seus não são correctos, não são aceites, irão ser criticados, julgados e isso o ego não quer correr o risco de ser revelado…

Ora bem sacrifica o Poder Pessoal, pois a energia que está retida é aquela que não vai agir livremente, vai estar sempre a ser vigiada pelo inquisidor que existe no ser humano, herança de milénios a termos que reprimir as verdadeiras, emoções, intenções, criando um campo predador de fuga constante ao que realmente está a sentir…
Raiva, ódio, sentimentos de vingança, fragilidade, fraqueza, são inteligentemente suprimidos pela dissociação do ser com a sua verdadeira natureza e o que quer que reconheçam de si, qual a imagem que quer ter de si próprio… Criando depois o movimento oposto para conseguir ter a compensação do esforço que fez e até teve sucesso e conseguiu esconder; cria a competição com o exterior, pois se não me validam eu vou provar-vos…
Vai dedicar toda a energia a provar a si próprio que apesar de não reconhecerem a sua máscara, pois é a verdade, quem não é genuíno, não pode ser reconhecido como alguém autêntico , mas eu reconheço-me, não preciso de vocês…

Este é o produto imaginário de um ego que sacrifica o Poder Pessoal, não usufrui da sua energia vital, genuína e fica capturado nas suas defesas, defesas de medo, de insegurança, em assumir o que é absolutamente natural em si…
Na sua história de vida houve desde criança a sobrevalorização do esconder o que não é aceite e isso gerou movimentos muito desconcertantes na Criança, foi violento , obrigando-a a reter como exemplo o que esperavam dela e a suprimir o que verdadeiramente queria, desejava, sentia, a expressão ficou bloqueada…
Esses Gritos estão engasgados e a criar curto-circuitos na energia vital…
Deixem esses gritos saírem internamente , reconheçam o quão maléfico é ficarem retidos, criam instintos predadores de manipulação, como?

O Adulto vai incorporar esses comportamentos na sua identidade, mas não reconhece o quanto se fere ao fazer isso e por questões de orgulho vai provar que ele é genuíno, os outros é que estão mal…
Aqui nasce a grande máscara e onde a real natureza da persona fica sem possibilidade de ser usada criativamente, pois isso requer humildade de reconhecer esses campos campos sombrios do ego, mas essa coragem é aquela que irá activar a energia de acção, atitude, motivação, inicia a real liberdade…

Mencionei os aspectos matriz principais onde a sombra, o que o ego quer manter escondido e que sacrifica tantos momentos de evolução em prole de continuar a usar a máscara que já está impregnada de resíduos emocionais tóxicos… esses mesmos resíduos podem começar a somatizar-se no corpo, às vezes simples cansaço, mal estar viral, porquê?

Porque a energia está presa, não pode fluir livremente e a energia do ser humano move-se pelas emoções, pensamentos e atitudes… se está a ser reprimida cria uma desvitalização, a real acção que queria se manifestar e poder sem medo mostrar-se ao próprio, fica a obstruir o fluxo criativo, a acção fica presa à mercê do ego, do que ele quer a tudo custo manter como imagem de si… Se mantiverem esse movimento contentor, redentor e não se entregarem ao estimulo de libertar essas emoções, elas vão começar a criar défices no sistema imunitário e sistemas auto destrutivos para fugir a esse auto confronto , frente a frente consigo próprio…

Agora perante este quadro realista do que fazemos a Nós próprios para não assumir humildemente que somos Nós que destruímos os nossos sonhos, a nossa criatividade, as nossas descobertas em horizontes novos , à custa de uma imagem que queremos tanto ter de Nós próprios e que no movimento final da energia vai criar desistência de ser feliz, afinal é verdade, a vitima rancorosa emerge, tudo está mal, ninguém para reconhecer o meu valor…

Simples… o que os outros reconhecem é o que foi suprimido e vão relacionar-se connosco de forma específica , na mesma vibração do que queremos esconder… No final tudo se resume a anular a capacidade de ser autónomo de gerir as suas emoções e puder ir recriando cada vez mais motivação para se descobrir genuíno, autenticidade é usar o fogo da vontade e desejo de libertar , fundindo-se no mais profundo campo emocional genuíno , as águas fecundadoras duma identidade sensível, segura, firme mas flexível e sem medo de mudar, de ser ajudada pelos espelhos remetendo-se ao seu tesouro interno, o núcleo emocional onde toda a energia está ser impulsionada pelas emoções…

SINTAM-NAS…
NA TOTALIDADE…

Aproveitem bem este ciclo lunar para fazerem um compromisso convosco próprios, usem o fogo da motivação, a cenoura necessária para continuarem a querer ser o mais autênticos, verdadeiros, genuínos, convosco próprios e depois mergulhem nesse aparente turbilhão nas águas, pois elas apenas vos estão a impulsionar a serem verdadeiros com o que sentem mesmo…

Preparação sem dúvida para os dois grandes eclipses de agosto, eu reconheço-me fora dos valores socialmente aprovados, mas na minha intimidade, EU E EU Máscara vamos aprender a relacionarmo-nos até sermos um só … NOVO Genuinamente Real…

Em Outubro Júpiter vai entrar em escorpião, e impulsionar a expansão dos padrões ocultos, vale a pena começar já e este ciclo lunar é realmente o campo de oportunidade de assumir esse compromisso de autenticidade de Vós para Vós…
BORA LÁ…
Vamos Criar uma Terra Nova e se cada um fizer este trabalho de auto resgate, vai ser mais um elemento para contribuir para uma Terra Melhor…

Um Abraço na imensidão de Amor que sinto por Todos Nós, Humanidade…
Ruth Fairfield

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