Artigos, Desenvolvimento pessoal

Escrever a luta: Sim, dói!

Sim, dói! Escrevo e dói imenso!

“Escrevo muitas vezes sobre o propósito da doença que me visitou e até mesmo da dor que sinto durante as 24h do dia, quer esteja em repouso, a executar simples e banais tarefas ou a fazer algo que exija mais esforço!

Escrevo imensas vezes sobre a minha capacidade de calcorreador, de missionário na minha vida e na vida de tantas pessoas que se cruzam comigo em diversos contextos e sei que as dores que sinto não me fazem parar, apesar de o meu ritmo ser mais lento e a minha resistência física ser muito menor!

Escrevo e sei que não são meras palavras, pois Creio no que escrevo, sendo reflexos da minha maneira de sentir!

Escrevo, sobre a intensidade da dor que sinto, que curva o meu corpo, que turva a minha visão, que desfoca a minha memória e concentração, que limita os meus movimentos, mas não interfere na minha forma de Amar a Vida que Vivo e Ser quem Sou!

Escrevo porque Dói, sim dói imenso cada milímetro de pele, cada fibra muscular, cada neurónio, cada partícula de mim! Sim dói constantemente sem descanso, sem que a medicação e/ou outras terapias diminuam a dor a um ponto de dormência que precisava para poder descansar um pouco, para poder relaxar e recuperar!

Sim, dói e aliada à intensa dor física, dói-me saber que esta dor é crónica, esta dor entorpece os meus sentidos, limita a amplitude dos meus movimentos, diminui a velocidade e a firmeza dos meus passos e interfere no repouso necessário a cada dia e assim continuará ao longo da minha Vida, sem que eu possa dispensar a sua companhia!

Sim, dói! Por mais que escreva sobre esta dor, jamais alguém poderá saber o que é viver com esta madrasta companheira, o que é não conseguir descansar e serenar o corpo um instante que seja!

Sim, dói imenso hoje e todos os dias, por vezes mais e outras vezes um pouco menos, mas está sempre aqui esta presença, que não consigo explicar mais, mas que felizmente não me tira a capacidade de Sorrir e mesmo assim, surpreendentemente Ser Feliz!”

Ricardo Fonseca, 2016

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