O maior desafio? Sermos nós próprios!

O maior desafio? Sermos nós próprios!

Acredito hoje, sem dúvida nenhuma, que cada um de nós, pela sua capacidade de ser único e diferente, é uma peça de um maravilhoso puzzle cósmico, que apenas sob a perspectiva certa e com a devida distância, fará um dia sentido.

O nosso papel não é perceber o desenho final. É apenas ser a peça. Mas por mais simples que pareça sermos afinal quem já somos, é realmente um dos maiores desafios da nossa viagem. O que é afinal sermos nós próprios? Que peça é essa que viemos ser?

São vários os desafios que teremos que superar para aprendermos a ser a peça original. Antes de mais começa pela crença de que há um puzzle cósmico do qual fazemos parte, composto de peças todas diferentes. Aliás cada um de nós é uma peça do puzzle! Infelizmente a maioria nem tem consciência deste puzzle e logo não percebe sequer a sua existência como peça única capaz de ser fiel à sua diferença.

Sem a consciência do puzzle ou da nossa peça, vamos passar algum tempo a tentar ser peças redondas, quadradas, triangulares até percebermos que essas formas dificilmente se encaixam seja onde for pois não são originais. Por não serem originais, essas formas criadas à força, vão criar ilusões, violência, resistência, sofrimento e esforços que nos irão cansar de as querer encaixar à força numa ilusão constante de que somos capazes de fazer o puzzle perfeito.

A maior parte das vezes só mesmo por exaustão essas formas se dissolvem. Mas é também nesse processo de dissolução da velha forma que a pedra preciosa bruta da nossa forma original se começa a revelar. Pela primeira vez somos confrontados com um molde estranho, disforme, com arestas por afiar que não se parece com nenhum à nossa volta. Sentimentos de insegurança ou rejeição serão comuns, como se nos sentíssemos nus e expostos. Até que aos poucos nos iremos habituar àquela estranha forma. Levará algum tempo até percebermos que afinal aquela forma, embora estranha e disforme, longe da simetria das velhas formas, tem algo que as antigas não tinham; uma maravilhosa sensação de conforto. pela primeira vez é-nos dado a sentir a sensação de encaixe e com ela, obviamente, o respectivo desencaixe.

A nova e maravilhosa sensação de encaixe interno que veio daquela nova e estranha forma passa a ser nossa e por ser tão valiosa, vai-nos condicionar a mantê-la. Se antes gastávamos imensa energia a manter a velha forma procurando obsessivamente por formas idênticas em vão, a nossa nova forma original atrai e é atraída sem esforço para onde o encaixe acontece naturalmente. Sem esforço, sem resistência ou violência. Da mesma maneira que pela resistência saberemos que não pertencemos, será também pela suavidade que iremos encaixar.

As minhas estatísticas se as fizesse, mostrariam que maior parte das pessoas ainda vive a tentar ser redondo, quadrado ou triangular. Não há sensação de encaixe em lado nenhum ou com ninguém e logo a frustração, a revolta, a depressão e o cansaço são comuns. O julgamento entre as formas domina as relações, cada forma achando-se superior e mais perfeita do que a outra sem qualquer consciência que todas estão destinadas à sua própria dissolvência.

O trabalho da terapia é precisamente o de identificar as velhas formas, trabalhar a libertação das mesmas de maneira a que a forma original se possa revelar. Embora seja um processo maravilhoso e essencial na nossa evolução, é intenso, por vezes violento, exige a morte de velhas partes às quais vivemos apegados durante muito tempo e purificar as mais densas emoções como o medo ou a rejeição. A primeira reação das velhas formas é fugir, evitar, adiar ou negar o processo de dissolvência.

Mas quando nos rendemos e lhe damos início, a recompensa revela-se num renascimento maravilhoso do ser único e poderoso que somos, numa energia limpa e alinhada capaz de atrair a verdadeira abundância interior e exterior.

Ou fazemos o processo corajosamente por escolha ou seremos forçados pela vida. O que escolhes?

Até breve!

Vera Luz

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Vera Luz
veraluz@luanova.pt

Vera Luz, autora portuguesa e terapeuta holística acredita que o sofrimento e a desorientação a que chegámos deve-se à ignorância espiritual em que vivemos. O seu trabalho com a regressão a vidas passadas e o estudo da Astrologia junto com os seus livros, têm a intenção de proporcionar a cada pessoa a informação que leve cada um a sair de padrões de perda doentios e a dar inicio a uma nova visão e à transformação interior essencial que o estado de paz e abundância exige. Hoje, o propósito do seu trabalho é ajudar cada um a identificar os seus padrões ​repetitivos e limitadores e relembrar o seu propósito espiritual, pois quando estamos alinhados com a nossa história pessoal e com a Fonte, a Abundância e a Paz interior acontecem naturalmente.



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