medicina tradicional chinesa
Saúde e Bem-estar, Terapias

O que é a Medicina Tradicional Chinesa?

Medicina Tradicional Chinesa – Um complemento para a  sua saúde

Sou o Nuno Pacheco, Terapeuta de Medicina Tradicional chinesa, com 10 anos de experiência, graduado em Medicina Tradicional Chinesa. Tenho formação avançada em Aromoterapia, Mesoterapia Homeopatica, Nutrição Oriental; Formação em Homeopatia pelos laboratórios Dietmed; professor do ensino básico e secundário durante 17 anos. Trabalho em diversas clinicas médicas e de saúde natural, sou professor/formador no Instituto Português de Naturologia, uma das melhores escolas de Medicina Natural de Portugal, nos cursos da Medicina Tradicional Chinesa, Naturopatia e Massagem, sou Vice-presidente Assembleia geral da Apsana, Associação Europeia de Profissionais de Saúde natural, Membro da PEFOTS – Pan European Federation of TCM Societies e Fundação europeia de Medicna Tradicional Chinesa, com publicações em revistas da especialidade, nomeadamente, no SCIENTIFIC JOURNAL OF NATURAL MEDICINE, onde publiquei um artigo : anestesia com acupunctura, numa endodontia (desvitalização de um dente), numa paciente com nevralgia do trigémeo bilateral.

Nos últimos anos, muito se tem falado sobre medicinas alternativas ou terapias complementares, mais recentemente de TNC – Terapias Não convencionais. No entanto, poucos são, ainda, aqueles que sabem o que significam estes termos e em que medida essas terapias contribuem para uma melhoria do estado de saúde das pessoas.

A medicina, dita, convencional tem sido até há poucos anos a esta parte, praticamente, de forma geral, a primeira – se não a única – opção para as populações, sobretudo,ocidentais. Portugal não é excepção. Contudo, tem-se verificado, que na última década, a procura de Terapias não convencionais por parte dos cidadãos tem-se intensificado. Actualmente, recorrem a estas terapias cerca de 3 milhões de portugueses, o que, por si só, atestam a eficácia dos tratamentos realizados nas nossas consultas.

Falar das diferenças entre estas duas visões da medicina – Medicina tradicional Chinesa vs Medicina Convencional, temos que partir de um pressuposto: elas não se anulam ou substituem; elas devem e podem conviver numa relação sadia em que o principal beneficiário é o Homem e a sua saúde.

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) é um sistema terapêutico com mais de 5000 anos. Esta medicina milenar é formada por vários troncos ou vertentes que lhe dão corpo e existência: O tronco mais conhecido é o da Acupunctura; no entanto, há muitos outros, como é o caso da Fitoterapia, Dietética, QiGong, Massagem, entre outras.

A MTC, com um âmbito mais abrangente, olha o Homem como um ser único, indivisível, não mecânico e que detém em si próprio a “energia” que necessita para restabelecer o equilíbrio da sua energia, isto é, a cura; a MTC procura a verdadeira essência do ser humano, não apenas como corpo físico e mental, mas um ser único e íntegro; um microcosmo inserido no macrocosmo (universo), com emoções, interpretações internas e intercomunicações externas; aposta na prevenção; age na causa.

A MTC tem um corpo teórico-prático próprio na qual a anatomia, a fisiologia, a patologia, o diagnóstico, as causas das doenças, o tratamento e o prognóstico interrelacionam-se formando um modelo lógico explicativo tanto para a prevenção e manutenção da saúde como para o diagnóstico e tratamento das doenças no Homem, sem nunca esquecer a individualidade.

Não é a minha forma de estar tentar separar as duas medicinas. Não faz sentido e nem é benéfico para a saúde dos nossos pacientes. Procuro, antes de tudo, uma complementaridade entre ambas. Pretendo, isso sim, encontrar o caminho de união que estas duas medicinas devem percorrer. Ambas são importantes, ambas essenciais. Será na união destas duas medicinas que os resultados pretendidos por ambas – melhorar a qualidade de vida do Homem – serão atingidos. Por isso defendo uma complementaridade entre a medicinal convencional e a MTC, isto é, sem nunca perderem as suas especificidades e o seu «modus operandis», trabalharem para o bem comum do ser humano.

Mas o que pode a MTC fazer por si? Uma pergunta legitima e que tentarei dar uma resposta simples mas elucidativa.

Como sabemos, recorrer às Terapias Não Convencionais, pressupõe um conhecimento, nomeadamente, da formação que o terapeuta tem, da sua experiencia em clinica, do tipo de tratamento que se deseja, entre outras situações. É importante saber que a formação do terapeuta obedeceu aos mais rigorosos e universais protocolos de ensinamento da MTC, tal como foi apresentado no último congresso Mundial de Medicina Chinesa, em Barcelona, onde estive presente e pude partilhar aprendizagens e experiências com os mais conceituados Mestres da medicina tradicional chinesa. E Devem procurar saber, sempre, que tipo de formação o terapeuta tem.

Nuno Pacheco

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