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Meditação e os seus benefícios

Meditação e os seus benefícios

Nos dias que correm, já muito se fala de meditação e dos seus inúmeros benefícios na vida [e na saúde] das pessoas. Felizmente, são cada vez mais aqueles que fazem do acto de meditar uma rotina, e isso é sinal de que, finalmente, estamos a acordar para uma nova realidade em que cuidar da mente e da alma é meio caminho andado para cuidar do nosso corpo físico.

Longe vão os tempos em que a meditação era encarada como algo fora do normal, praticada apenas por seres iluminados que passavam horas e horas em padmasana [posição de lótus], entoando um OM contínuo. Ainda há quem o faça, é certo. Mas podemos dizer que a meditação tornou-se algo comum nesta nova geração que procura o equilíbrio, a serenidade e a cura interior.

A meditação entrou na minha vida numa fase menos boa. Aliás, foi precisamente por ter ficado doente que comecei a meditar. Sempre sofri de ansiedade. Embora aparentasse ser uma pessoa calma, sempre fui de guardar tudo, de acumular emoções e de sofrer por antecipação. Com o passar dos anos, e devido a momentos de grande stress emocional, fui desenvolvendo níveis de ansiedade cada vez maiores, ao ponto de quase entrar em pânico sempre que um telefone tocava ou sempre que me deparava com algum desafio pessoal ou profissional. Sofria imenso por antecipação, fazendo cenários grotescos na minha mente, passando noites em claro com um aperto cada vez maior no peito. Entretanto, comecei com os primeiros sintomas da fibromialgia, sendo obrigada a fazer uma panóplia de exames quase diariamente e ouvindo a cada consulta um possível diagnóstico [alguns nada animadores]. E a ansiedade ia aumentando. Quando, finalmente, me deram o diagnóstico e me disseram que tinha uma doença crónica, que teria dores o resto da vida e que teria de, eventualmente, exercer outra profissão pois não iria ter capacidade física para continuar a desempenhar a minha. Foi aí que colapsei. Foi nesse momento que tive o meu primeiro ataque de pânico em plena rua, refugiando-me num vão de escada a chorar compulsivamente até que me viessem buscar. E foi aí que percebi que precisava de ajuda que não conseguia lidar sozinha com esse peso. E foi essa ajuda que procurei que me conduziu à meditação. A minha psicoterapeuta, logo na nossa segunda sessão, disse que o melhor tratamento para mim, naquele momento, era começar a meditar. A partir dai, todo um admirável mundo novo se abriu diante dos meus olhos.

A meditação, além de ajudar a reduzir os níveis de ansiedade, aumentar a capacidade de concentração e de permanência no aqui e agora, melhorar a actividade cerebral e a função respiratória e cardiovascular, ajudar na conciliação do sono e no controlo da dor crónica, além de todos estes benefícios maravilhosos, é um momento de conexão com o nosso eu interior. Quando nos permitimos parar por alguns minutos para meditar, ficar no silêncio, esvaziar a mente, conseguimos chegar mais perto da nossa essência, do nosso verdadeiro eu. E é nesses momentos de reencontro que nos descobrimos, que encontramos respostas para as nossas perguntas e soluções para os nossos dilemas. É através da meditação que conseguimos estar, apenas, no momento presente, em que nada do que foi ou será importa, o que nos faz conseguir um estado de serenidade, tranquilidade e equilíbrio que nos ajuda a encarar a vida de uma outra forma.

Para meditar, basta encontrares um lugar tranquilo, colocares-te numa posição confortável e estabelecer a intenção de que aquele é o teu momento, o momento em que silencias a tua mente e escutas o teu coração. Podes começar por focar a tua atenção na tua respiração. A respiração é o nosso meio de subsistência, é através dela que nos mantemos vivos. No entanto, quantas vezes ao longo do dia lhe prestamos atenção? Pois é, quase nunca. Centrar a atenção na respiração, no ar que nos revitaliza e desintoxica, é a forma mais simples de entrar no estado meditativo. O resto vem com a prática. E com o passar do tempo, os resultados aparecem.

No meu caso concreto, consegui controlar a minha ansiedade através da meditação, só através da meditação. É um trabalho diário. Melhor dizendo, é um prazer diário, pois meditar tornou-se parte essencial dos meus dias e não apenas um método de cura. Meditar é o meu momento, em que nada me perturba, em que consigo elevar a minha vibração para outro nível, em que consigo sentir-me bem, plena e em paz.

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