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O Amor é entrega, e o medo é…

“Não pode existir medo sem existir amor.
Porque o medo é uma experiência.
Amor é o que tu és.”

Então, o medo é a experiência que te leva à entrega incondicional a ti mesmo; à rendição total a tudo aquilo que tu és e que ainda não sabes que és, que te esqueceste que és.

A forma como o experiencias é a tua escolha.

Mas esta é a experiência que te leva, se assim quiseres, a recordares.

Tu precisas de te render consecutivamente, uma e outra vez, até teres integrado tudo o que és em ti mesmo. E por isso vais sentir esse medo em cada célula do teu corpo muitas vezes, várias vezes e em muitas situações. Até teres conhecido e integrado todas as tuas partes. Incondicionalmente. Em amor. Sem luta. Sem atrito.

Entenderes, conheceres, compreenderes os teus medos vai-te levar a entenderes, a compreenderes e a conheceres quem tu és para além da ilusão daquilo que te ensinaram ou que tu acreditas que és.

Permitindo-te libertar toda a necessidade de controlo.

Entregares-te é integrares-te.

O medo serve-te para cresceres e te renderes a tudo o que tu és. Estás a experimentar-te em toda a tua dimensão humana. Só quando abraças o teu medo alcanças o teu amor incondicional. É quando dás o passo sem veres o caminho. É quando, abraçando o medo, te aceitas de tal forma, que acreditas em ti e avanças.

E não há palavras que leias ou oiças que te deem esta dimensão de ti mesmo.

Tens que a experimentar em todas as suas formas.

Só então…só então entenderás o sentido experimental do teu medo.

E é então que percebes…que o medo é apenas uma experiência, e que tu és amor…

E que só depois de atravessares os teus medos, entregando-te em cada passo, sem resistires, permitindo que o medo se integre em ti naturalmente, integrando a tua experiência desse medo, sem qualquer esforço, porque te aceitas e sabes que és muito mais do que tudo aquilo que pensas e percepcionas que és, porque o teu medo é uma experiência e tu és amor e porque mesmo sem veres o caminho, mesmo sem sentires o apoio, escolhes amar-te de tal forma, que dás os passos de olhos vendados, abraçado ao medo que se transmuta pela tua entrega…só então podes chegar finalmente a ti mesmo.

E é quando chegas a ti mesmo que te encontras com as partes de ti contidas nos outros, que chegados a si mesmos, te podem reconhecer como tu os reconheces a eles.

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