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Por que sentimos medo?

Está escuro e está sozinho em casa. Com excepção do programa que vê na televisão, o silêncio é total. Então, ouve uma porta a bater. A respiração acelera. O coração dispara.Os músculos ficam tensos. Um segundo depois, percebe que não há ninguém a tentar entrar em sua casa. Era apenas o vento.

Mas, por meio segundo, sentiu tanto medo que reagiu como se sua vida estivesse em perigo. O que causa essa reacção tão intensa? O que é o medo exactamente?

Há alguns tipos de medo que surgem através da aprendizagem, da experiência. Por exemplo, quando uma criança é enrolada por uma onda do mar, originará um adulto que guarda um medo instintivo ao mar ou até a qualquer curso de água. Há no entanto outros medos que são comuns nas espécies, consequentes da evolução, e marcam um aspecto da reminiscência comportamental.

Do ponto de vista da psicologia evolutiva, estes medos foram diferentes adaptações úteis no nosso passado evolutivo.

Hipnoterapia, hipnose clinica, hipnose Oeiras, hipnoterapia Lisboa, regressão, Cristina Fernandes HipnoterapiaPor exemplo, o medo de alturas é comum a todos os mamíferos e desenvolveu-se durante o período Mesozoico, quando a maioria dos mamíferos não eram maiores que ratos, escondendo-se durante o dia, e saindo apenas à noite, para evitar os predadores. Outros medos, como o medo de serpentes, é comum a todos os símios e desenvolveu-se durante o período Cenozoico, época em que o medo natural de animais predadores surgiu. Já o medo de ratos e insectos, parece ser único dos seres humanos e desenvolveu-se durante o Paleolítico e Neolítico, períodos de tempo em que os ratos e insectos tornam-se portadores de doenças infecciosas importantes e prejudiciais para as culturas e alimentos armazenados. Este medo foi mais tarde reforçado na Idade Média, altura das pestes e da grande peste negra.

O medo é assim um mecanismo resultante de uma aprendizagem, mas também resultante de um mecanismo evolutivo de sobrevivência da espécie, e do indivíduo particularmente.

Mas afinal o que é o medo?

O Medo é uma reacção em cadeia, inicia-se com um estimulo e termina com a libertação de compostos químicos pelo cérebro que provocam o aumento da frequência cardíaca, aceleração da respiração e contracção muscular.

O nosso cérebro é composto por mais de 100 bilhões de células nervosas que formam uma rede de comunicação permanente responsável por tudo o que sentimos, pensamos e fazemos. Algumas dessas comunicações resultam no pensamento e acção consciente, ao passo que outras produzem respostas autónomas – é o caso do medo.

Basicamente, o mecanismo que desencadeia o medo activa as seguintes partes do cérebro:

· Tálamo – decide para onde enviar os dados sensoriais recebidos (dos olhos, dos ouvidos, da boca e da pele).

· Córtex sensorial – interpreta os dados sensoriais.

· Hipocampo – armazena e busca memórias conscientes, além de processar conjuntos de estímulos para estabelecer um contexto.

· Amígdala (Tonsila cerebelar) – descodifica emoções, determina possíveis ameaças e armazena memórias do medo.

· Hipotálamo – activa a reacção de “luta ou fuga”.

O processo de criação do medo acontece inconscientemente no cérebro, começa com um estímulo assustador e termina com a reacção de luta ou fuga.

Há dois caminhos envolvidos na reacção medo: o caminho baixo é rápido e desordenado, ao passo que o caminho alto leva mais tempo e entrega uma interpretação mais precisa dos eventos. Ambos os processos acontecem simultaneamente.

A ideia subjacente ao caminho baixo é não se sujeitar a riscos. Ou seja, se ouvir a porta a bater é mais seguro presumir que se trata de alguém a tentar entrar em sua casa, e precaver-se, descobrindo depois que era apenas o vento; do que pensar que é o vento e depois deparar-se com um ladrão dentro de casa. O mecanismo é o seguinte:

A porta a bater é o estímulo. Quando ouvimos o som e vemos o movimento, o nosso cérebro envia esses dados sensoriais para o tálamo. Mas o tálamo não sabe se os sinais que recebeu são sinais de perigo ou não, mas pelo simples facto de poder ser, ele encaminha a informação para a amígdala. A amígdala, por sua vez, recebe os impulsos neurológicos e age para nos proteger: ela diz ao hipotálamo para iniciar a reacção de luta ou fuga.

O caminho alto é muito mais ponderado, reflectindo sobre todas as opções. Será um ladrão ou será que é o vento? Quando os nossos olhos e ouvidos captam o som e o movimento da porta, eles desviam essa informação para o tálamo, que, por sua vez, envia a informação para o córtex sensorial, no qual é interpretada em busca de um significado. O córtex sensorial determina que há mais de uma interpretação possível para os dados e envia-os para o hipocampo para que ele estabeleça um contexto. O hipocampo vai questionar-se: “Eu já vi este estímulo específico antes? Se vi, o que significou naquela vez? O que mais está a acontecer que pode indicar se isto é um ladrão ou efeito de um vento forte”? O hipocampo capta então todos os dados e envia-os pelo caminho alto, determinando que bater da porta provavelmente foi resultado do vento. Depois, envia uma mensagem para a amígdala dizendo que não há perigo e a amígdala informa ao hipotálamo para desligar a reação de luta ou fuga.

Os dados sensoriais a respeito da porta (os estímulos) seguem os dois caminhos ao mesmo tempo. Mas o caminho alto leva mais tempo do que o caminho baixo. É por isso que temos um ou dois momentos de medo antes de nos acalmarmos.

Ambos os caminhos levam ao hipotálamo sendo essa parte do cérebro que controla a reacção de sobrevivência chamada de luta ou fuga.

Para produzir a reacção de luta ou fuga, o hipotálamo ativa dois sistemas: o sistema nervoso simpático e o sistema adrenocortical. O primeiro usa vias nervosas para iniciar reações no corpo, ao passo que o segundo usa a corrente sanguínea. Os efeitos combinados dos dois sistemas são a reacção de luta ou fuga.

Quando o hipotálamo informa ao sistema nervoso simpático que é hora de entrar em acção, o efeito geral é que o corpo acelera, fica tenso e mais alerta. Se houver um ladrão à porta, vamos ter de fazer algo, e rápido. O sistema nervoso simpático envia impulsos para as glândulas e músculos e diz à medula adrenal para liberar adrenalina e noradrenalina na corrente sanguínea. Estas hormonas do stress efectuam várias mudanças no corpo, incluindo um aumento na frequência cardíaca e na pressão sanguínea.

Em simultâneo, o hipotálamo acciona o mecanismo de libertação de corticotropina (CRF) activando o sistema adrenocortical que segrega a hormona ACTH, a qual activa a libertação de cerca de trinta hormonas diferentes para preparar o corpo para lidar com uma ameaça.

É este processo químico que leva à sintomatologia associada ao medo:

· * aumento da pressão arterial e frequência cardíaca;

· * pupilas dilatadas para receberem a maior quantidade possível de luz;

· *contracção das artérias para enviar uma quantidade de sangue mais significativa aos grupos musculares maiores (Clafrios ou arrepios de frio);

· *Tensão dos músculos, causada pela adrenalina e glicose;

· * Relaxamento da musculatura lisa para permitir que entre uma maior quantidade de oxigénio nos pulmões;

· *Os sistemas não essenciais para esta reacção (como o digestivo e o imunológico) são desligados para guardar a energia para as funções de emergência;

· *dificuldade de concentração em tarefas pequenas (o cérebro concentra toda a sua energia em detectar de onde vem a ameaça);

Todas estas reacções físicas têm a intenção de nos ajudar a sobreviver a uma situação perigosa. O medo (e a reacção de luta ou fuga em particular) é um instinto que todos os animais possuem e que possibilita a sua sobrevivência enquanto espécie e enquanto individuo.

Por que sentimos medo?

O medo faz parte de nós desde os primórdios da nossa historia. É parte integrante do nosso instinto de sobrevivência, se não tivéssemos medo, não teríamos nenhum receio das situações que colocam em perigo a nossa vida. Mas se o medo existe para nos alertar e para sublimar a nossa atenção, despertando-nos para um estado efectivamente alerta e benéfico…porque é que hoje em dia ele é também paralisante para tantos de nós, levando-nos a vivenciar picos de ansiedade e até, ataques de pânico?

Esta escalada da nossa inaptidão para gerirmos o medo enquanto sensação instintiva parece acompanhar a curva ascendente do grau da chamada “civilização”. Quanto mais “civilizados”, ou seja, quanto mais inseridos em sociedades altamente desenvolvidas, menos aptidão temos para lidar, gerir e utilizar o medo como uma mais valia. Uma evidência muito bem documentada no campo da Antropologia, por exemplo, através do estudo do medo em comunidades tribais.

Antes de mais, sendo o medo um instinto primário, não deveria ser ignorado ou tomado como negativo ou positivo. O medo é apenas uma das inúmeras sensações instintivas, ou reacção bioquímica, do nosso organismo. Podemos até compará-lo à fome, à sede, ou ao instinto de reprodução.

O medo serve hoje o mesmo propósito que quando vivíamos na selva e tínhamos de lutar ou fugir para salvarmos a nossa vida ou a da nossa tribo. A diferença é que hoje em dia o nosso cérebro identifica como possíveis fontes de perigo situações diferentes. Digamos que o leão ou a pantera hoje são representadas pelo outro ser humano com o qual temos que interagir e as situações em que essa interacção se dá. O gatilho para o medo está, a maior parte das vezes, dentro de nós. Esse gatilho é alimentado por uma falta de segurança, que nos leva a identificar consciente ou inconscientemente uma situação de interacção social como perigosa. Perigosa porquê? Porque não nos sentimos preparados. Se na selva éramos treinados desde tenra idade para sobrevivermos, hoje o nosso treino é outro. E talvez seja aí que tudo está a falhar também.

Por outro lado, ninguém nos ensina que o medo é algo natural e que faz parte da nossa panóplia de emoções instintivas. Ter medo é ser “medricas”, é sinónimo de falta de coragem, é ser fraco, etc etc. Resumindo, ficamos com medo de ter medo. Melhor gatilho que este não existe, principalmente quando temperado pela sensação de insegurança – outra emoção primária de qualquer mamífero. A busca de segurança (o que nos leva á questão se estaremos a significar bem também este instinto natural! Quando pensa em segurança que imagens/pensamentos imediatos lhe ocorrem? Pergunte-se se a sua segurança depende do que tem ou de si mesmo, e seja honesto na resposta. Fica a nota para futura referência e outra reflexão, mas por agora voltemos ao medo!). Imagine que é uma zebra, feliz e contente no meio das outras zebras, a pastar, tranquilamente. Subitamente um movimento na vegetação, estado alerta, avista um leão…fuga imediata, é perseguido, a descarga de adrenalina é elevada, o seu coração dispara intensificando a fuga. O leão desiste. Em cerca de 1 minuto a sua corrida abranda, o coração acalma, e é uma zebra, feliz e contente no meio das outras zebras, a pastar, tranquilamente. E nós, humanos? Pois…exactamente. Nós ficamos presos na emoção, sem saber o que fazer com ela, e ao identificá-la como negativa registamos que não a devemos sentir e passamos a ter medo de ter medo…e…e…e…isso mesmo que está a pensar!

A verdade é que o medo ainda serve para nos proteger da mesma forma que protegia antes. A diferença é que agora as situações identificadas como perigosas prendem-se com a aprovação dos outros, a afectividade dos outros, a validação de nós mesmos através dos outros. Parece por demais evidente que a nossa resposta de medo, neste tipo de situações, vai depender de onde está focada a nossa atenção, se no exterior ou no nosso interior. Estamos em competição connosco mesmos (estado de auto-superação), ou com os outros (estado de comparação)? Somos motivados para a tarefa ou para o ego? Até que ponto a validação do outro é mais importante que a minha auto-validação? Questões que por vezes preferimos não encarar mas que são determinantes para entendermos o que se passa com os nossos medos.

Se compararmos as reacções físicas, consequências bioquímicas do medo no nosso corpo, numa situação de falar em público ou de um teste, ou numa situação de passarmos numa rua estreita e sombria á noite, são idênticas. A decisão de usar ou não aquele atalho deserto à noite é baseada num medo racional que promove a sobrevivência. O medo decorrente da aprovação/validação dos outros está também na base do nosso esforço para alcançarmos os nossos objectivos, levando-nos a prepararmo-nos bem para a tarefa que temos que desempenhar, seja falar em público, um teste, ou outra tarefa qualquer. Não, nós não conseguimos matar o ego, e ainda bem que não conseguimos. O Ego é parte importante de nós também. Simplesmente há que ter sempre presente que ele existe para nos servir, e não o oposto. Então, embora esteja presente e nos seja útil, há que fazer um esforço intencional para nos focarmos para além dele, assumindo a responsabilidade das nossas escolhas e assumindo a nossa condição humana imperfeita. Sim, errar é humano e é através do erro que temos a possibilidade de aprender também.

O nosso medo ainda serve para nos proteger da mesma forma que nos protegia antes, nos tempos mais remotos. Então, diga agora alto: O medo é algo natural.

Contudo, para além do instinto, também há outros factores envolvidos no medo. Factores exclusivos e inerentes à nossa condição humana. Nós temos o dom da antecipação, e esse dom pode ser uma maldição, como todos os dons. Tudo vai depender do uso que lhe dá. É o que nos faz imaginar coisas terríveis que poderiam acontecer, o típico “fazer um filme”. A antecipação de um estímulo de medo pode provocar a mesma reacção que teríamos se vivêssemos a situação real e isso também é um benefício obtido com a evolução…a imaginação. Se a utilizamos de uma forma que nos atrapalha a vida, também a podemos – e devemos – utilizar para alavancar em nós as respostas que melhor nos servem. A Hipnose utiliza exactamente esse recurso que todos temos para o ajudar a alterar respostas condicionadas ou para reforçar os estímulos e respostas que melhor se adequam ao seu momento presente e objectivos.

E assim chegamos a outro mecanismo que surge muitas vezes associado às nossas respostas de medo. O condicionamento. Quando temos uma experiência traumática, por exemplo, em criança ser mordido por um cão, muitos anos depois, o cérebro (a amígdala, em especial) pode ainda associar a visão de um cão com a dor da mordida, levando-o a uma resposta condicionada de medo.

É um medo aprendido, e se algures no nosso passado aprendemos a ter medo de uma situação, podemos também aprender a responder de outra forma à mesma situação, ou a encararmos esse medo de forma a que afecte o menos possível a nossa vida do dia-a-dia.

Entre o medos mais comuns destacam-se o medo de aranhas, da morte, de falhar, do escuro, de alturas, de andar de avião, de ficar sozinho, do futuro, de espaços abertos, de espaços fechados, falar em público, ir ao dentista e da dor/sangue.

Alguns estudos mostram que os seres humanos podem ser geneticamente predispostos a temer determinadas coisas como aranhas, cobras e ratos, todos eles animais que já apresentaram um perigo real pelo fato de serem venenosos ou serem transmissores de doenças.

O medo de cobras, por exemplo, já foi encontrado em pessoas que nunca estiveram frente a frente com uma cobra, embora não se tenha conseguido determinar se esse medo não poderá ter sido influenciado pelos adultos de referencia que as rodearam durante o crescimento. Contudo, isto faz sentido se pensarmos no medo como um instinto evolucionário incrustado no consciente humano. Podemos assim falar de alguns medos universais, ideia que é apoiada por pesquisas científicas.

O psicólogo Martin Seligman realizou uma experiência de condicionamento na qual mostrava aos participantes fotos de certos objecto e lhes dava um choque eléctrico em seguida. A ideia era criar uma fobia (um medo intenso e irracional) do objecto da foto. Quando era uma foto de algo como uma aranha ou uma cobra, bastaram dois a quatro choques para estabelecer uma fobia, mas quando a foto era de algo como uma flor ou árvore, eram necessários muito mais choques para que se estabelecesse um medo real. Mais uma vez fica a reserva assinalada anteriormente.

Lado a lado com os medos universais, existem ainda os medos específicos culturais, de uma determinada comunidade ou associados a uma região geográfica. Pessoas que vivam numa zona com grande incidência de incêndios por exemplo, desenvolvem mais facilmente o medo do fogo. Pessoas que vivam na cidade têm mais medo de serem assaltadas. As coisas de que temos medo dizem muito sobre as experiências que já tivemos. Por exemplo, existe uma fobia chamada de taijin kyofusho, que é considerada pela comunidade psiquiátrica como uma “fobia culturalmente específica do Japão”, com direito a figurar no DSM IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders). Trata-se do “medo de ofender outras pessoas por um excesso de modéstia ou de respeito”, uma fobia específica, cuja criação deve-se aos complexos rituais sociais da vida dos japoneses.

O tratamento do medo envolve a criação de uma resposta condicionada que contrapõe a reacção condicionada àquele medo. Embora os estudos indiquem a amígdala como a localização das memórias de medo formadas por condicionamento, as últimas investigações no campo da neurologia indicam que as memórias de “extinção” do medo também se formam na amígdala, mas são posteriormente transferidas para o córtex pré-frontal medial, no qual são armazenadas. A nova memória criada tenta então cancelar a memória de medo iniciada na amígdala.

A maioria das terapias cognitivo-comportamentais para o tratamento do medo concentra-se na exposição. Essa exposição deve ser gradual até que ocorra uma dessensibilização. O recurso à hipnose permite que se crie como que uma realidade virtual em que a pessoa se expõe protegidamente á fonte do medo, utilizando a sua imaginação e a visualização, até ocorrer um grau de dessensibilização que permita a exposição directa de uma forma mais tranquila, potenciando-se assim uma resposta positiva mais rapidamente.

Resumindo, o medo provoca um estado de alerta relacionado com o receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, física e psicologicamente. Já o Pavor ou a Fobia são a ênfase do medo.

A resposta imediatamente anterior ao medo é a ansiedade.

O medo é provocado pelas reacções químicas do corpo sendo iniciado com a descarga de adrenalina, consequentemente há uma aceleração dos batimento cardíaco e tremores, bem como tensão muscular. A resposta de medo é despoletada por um estimulo físico ou mental que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reacção inicial de alerta dispara uma resposta fisiológica no organismo que liberta as chamadas hormonas do stress – adrenalina e cortisol – as quais preparam o indivíduo para lutar ou fugir.

O medo transforma-se em fobia quando compromete sistematicamente as relações sociais de um individuo ou a sua vivência do dia-a-dia, causando sofrimento psicológico.

A técnica mais utilizada para tratar o medo é a Dessensibilização Sistemática ou progressiva, que consiste na elaboração de uma escala de medo, da ansiedade leve até ao pavor, e, progressivamente, ir levando o paciente a expor-se protegidamente ao objecto ou situação, sendo encorajado a “viver” essa situação de uma nova perspectiva mais equilibrada e saudável. Depois da dessensibilização virtual, há então que finalizar o processo com a exposição real. Ao fazer isso o paciente passa, graduadamente, por um processo de reestruturação cognitiva em que ocorre uma re-aprendizagem, ou ressignificação da resposta de alerta no organismo para uma reacção mais equilibrada.

O medo não é uma emoção simples. Se estiver com problemas para superar um medo sozinho, procure um profissional para ajudá-lo.

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