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É tempo de despertar, mas de o fazermos em consciência

É tempo de despertar, mas de o fazermos em consciência

O Natal é o reflexo ou o eco da celebração ancestral do nascimento do Deus Sol no Solstício de Inverno. A Deusa que dá à luz um Deus Sol, um bebé onde depositamos toda a esperança da humanidade.

 

As analogias entre as antigas celebrações pagãs e a celebração do nascimento do Deus-Menino ou do Menino Jesus, não passam despercebidas.

Mas o que importa aqui não é falar de algo que facilmente é pesquisável e está ao alcance de todos.

O que importa é trazer à tona o tema desta celebração: o Sol, a Luz, a Consciência Iluminada.

Estamos a sair da escuridão para a Luz, celebrando a mais longa noite do ano. Simbolicamente saímos do ventre da deusa, da caverna ou da gruta para a Luz. Saímos do frio para o calor, por isso fazemos foqueiras ou acendemos a lareira, para podermos ficar na presença do Fogo, que aquece e ilumina mas que também queima aquilo que ainda nos liga a energias ou experiências velhas e desbotadas pelo tempo.

É tempo de despertar, mas de o fazermos em consciência, sentindo cada movimento, cada gesto, cada pensamento, cada sentimento, cada palavra, cada pedaço de nós.

As horas que antecedem este acontecimento servem para olhar para trás, em modo de observação plena, a fim de integrar mais objectivamente as nossas experiências e vivências ao longo do ano.

Ainda estamos na caverna, mas já nos sentimos impelidos a sair dela. Uns mais do que outros. Uns estão em plena convulsão. Outros com os seus medos preferem ficar muito quietinhos aguradando que a vida os expulse desse útero onde se habituaram a viver e onde julgam estar confinados e por isso mesmo impedidos de agir.
Outros ainda, desejam forçar o processo apressando e queimando etapas.

Há que buscar equilíbrio, no dia de hoje, que é 20. A vibração deste Número que é uma vibração da Água, fala de águas que rebentam, que rasgam a terra para se fundirem no mundo.

Não há necessidade de forçar este parto nem há forma de o impedir. Aprendamos com 2 a harmonizar as forças contrárias e a soltar as amarras em devido tempo.

E quando chegar o momento, sejamos como as folhas, os troncos e os ramos que são levados pela corrente, sem qualquer tipo de expectativa!

Sigamos a Luz…

Eva Veigas

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