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Não consigo ler-te!

“”Não consigo ler-te!”, assim me disseram em jeito de confissão, com um pouco de medo e, de igual modo, com esperança em obter a chave que pudesse abrir o caminho até ao meu interior, onde há tantas emoções para serem lidas!

Talvez seja verdade essa interpretação do meu Olhar, que foi criando barreiras ao longo do tempo, permitindo conhecer a porta de entrada para o meu interior, permitindo por vezes a entrada em alguns locais mais íntimos, mas protegendo com garra o meu porto seguro, aquele recanto da minha alma!
Talvez seja verdade, neste Agora em que vivemos, talvez seja verdade nesse futuro que não queremos conhecer e rotular, talvez haja mais para ler e talvez, consigas ler mais do que eu, sem me aperceber, permito mostrar!

Ao mesmo tempo, sinto que no meu Olhar consegues ler tanto sobre mim, sem que sejam precisas mais informações, sem que seja necessário calendarizar as Emoções, lendo cada emoção que expresso neste olhar que se ilumina em Amor, que se emociona ao contemplar o Amor e as suas mais belas expressões!
Acredito que consegues ler tanto no meu Olhar, aquele tanto que enaltece o elo de um Agora, sem saudades de um passado e sem ansiedade de um futuro, um Olhar que transforma as Emoções, que abre as portas de acesso ao Amor!

Consegues ler-me, talvez estejas a utilizar a regra de leitura menos adequada, talvez receies ler-te no meu Olhar, talvez receies identificar-te na leitura que fazes de mim e de contemplar o teu reflexo, neste espelho que é o meu Olhar!

Hoje, o meu Olhar brilha ao expressar tantas emoções que correm na minha Alma e sei que, em consciência e verdade, ilumina o caminho até onde tudo se pode transformar e vivenciar e, pemite-me que te diga, que há uma leitura que é sempre possível realizar, ao contemplar o brilho tão claro do meu Olha!”

Ricardo Fonseca, 2016

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