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Necessidades do ego vs Necessidades da essência

O ego tem muita necessidade de se afirmar. Ele quer afirmar-se de todas as formas que conhece tentando manipular a atenção de todos em seu redor.

Quando um ser humano se refere a algo que já vivenciou ou experimentou de uma forma leve, sem julgamentos nem interferências do seu próprio ego, pois o Espírito falou através dele, logo emergem muitos egos ao seu redor opinando, desdenhando com altivez, ou seja , tentando baixar a frequência desse ser humano, ou, por outro lado elevando para patamares que também não são a realidade que esse ser humano experimentou, tentando, mais uma vez através da manipulação “endeusá-lo. De uma maneira ou de outra pretende-se sempre com isso, consciente ou inconscientemente chamar a atenção sobre si mesmo.

O ego tem destas necessidades. Não lhe basta ouvir, integrar e fazer a própria síntese, isto, quando permite sequer que o outro chegue a concluir a partilha que iniciou. Na maior parte das vezes os egos tiram conclusões precipitadas, tão entretidos que estão em julgar os outros, sem nunca terem passado por determinadas vivências.

É preciso, começar a aprender a adestrar o ego, pois ele é indisciplinado, não gosta de regras, nem de obedecer a frequências mais elevadas onde a linguagem é de tal modo simples e amorosa que isso o chega a irritar, pois não se pode entender a linguagem do coração até se ter caído dentro do próprio coração.

O ego é muito importante no nosso caminho espiritual, pois é através dele que entramos em contacto, no início da caminhada, com os aspectos mais leves da nossa alma, com o lado mais inefável do Ser, e isso de início pode ser de tal modo assustador, que é preferível escarnecer, desdenhar ou virar as costas ao chamamento.

Sim, a alma chama-nos, a nossa essência lança apelos desde a nossa mais tenra idade, em todas as existências terrenas, mas nós teimamos em ignorá-la. Preferimos seguir o nosso caminho de teimosia, de indiferença em relação aos outros e a tudo o que nos rodeia, e essa escolha é-nos dada, através do nosso livre-arbítrio.

A essência não nos condena, nem nos julga, porque ela não tem necessidades.

Oh! Mas devem estar admirados… então agora estou a contradizer-me? Então o título desta pequena mensagem não é exactamente “Necessidades do ego versus Necessidades da essência”?

E agora digo que afinal a essência não tem necessidades?

O título foi só para confundir os egos dos mais distraídos, porque os atentos, esses repararam logo na “armadilha”.

A essência não tem necessidade de nada porque ela já É! A essência não existe para prover as necessidades do ego. Pois… não mesmo!

A essência tem todo o tempo do mundo, todas as eternidades, pois o seu “papel” serve “apenas” a função de nos ajudar a cumprir-nos a cada momento. O seu chamamento um “dia” (um momento qualquer da existência) vai ser ouvido e nesse momento tudo o que foi, deixará de existir.

E a essência será revelada ainda no corpo físico, pois nesse momento todos poderão observar que aquela alma foi tocada pelo Grande Espírito, porque ela se permitiu receber toda a Compreensão, toda a Cura, toda a Harmonia, toda a Beleza, toda a Generosidade que lhe estava destinada podendo assim cumprir-se em Amor.

Eva Vilela Veigas

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