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Noutro dia alguém me dizia que estamos todos Bi-polares!

Noutro dia alguém me dizia que estamos todos Bi-polares!

Não que já não o tivesse sentido na pele mas achei graça à designação. Bi-polares no sentido de que no mesmo dia, semana, evento, encontro, tanto o estamos a ver com os olhos da alma, como com os olhos do ego levando-nos por vezes a ter atitudes opostas que até a nós nos espantam!

Do ponto de vista da Alma e com os olhos do amor, conseguimos intuir as ligações kármicas que nos unem e o desafio energético que faz aquela pessoa estar na minha vida naquele momento com a sua proposta de despertar emoções em mim e de me convidar a uma nova atitude que possa permitir um desfecho feliz para ambas as partes. Desta perspectiva e tendo em conta a minha sombra, aquela pessoa é desconfortável mas essencial e perfeita para me ‘empurrar’ para um campo onde eu resistia a ir sozinha. Ou seja, acaba por ser um mestre disfarçado que me irá permitir descobrir e libertar partes de mim das quais não iria ter consciência tão cedo ou sequer na vida presente.

Do ponto de vista do ego o outro trás sempre a ameaça da mudança e para o qual eu tenho sempre que estar em estado de defesa/agressão. Por não saber nada sobre laços kármicos ou energéticos, todo o encontro pode ser uma “sorte” e por isso me vou apegar a ela, ou um “azar” contra o qual irei lutar brutamente e sem qualquer sentido. Medo é a emoção que se apodera do coração, da mente e do espirito e logo nesse estado de sobrevivência toda a acção é não-inteligida, reactiva e bruta. É normal termos pensamentos tanto de inferioridade como superioridade e é normal sentirmo-nos revoltados e ressentidos com quem nos põem em causa.

Se tens sentido sintomas assim acredita que não estás só, não és tu que és diferente, não é depressão ou Bi-polaridade. É apenas um convite à aceitação dos dois pólos em nós onde o nosso centro é o ponto de equilíbrio. Escusado será dizer que não é fácil de atingir
É a proposta do tempo presente em que estamos a ter a oportunidade de não só sentir a nossa luz mas também de tomar consciência das sombras que ainda carregamos. Para encontrarmos esse centro não podemos então escolher nenhum dos lados mas sim abraçar cada um como duas partes do todo que somos. Essa é filosofia do Tao. Esse é o equilibrio do Yin e Yang.
Há que reconhecer os fenómenos das projecções e das sombras se é que estamos realmente comprometidos com o resgate da nossa alma e com a libertação da ilusão.

Sendo assim, sejamos pacientes, caminhemos “acordados”, deixemo-nos embalar por esta Bi-polaridade sem que nos deixemos cair em nenhum dos pólos para que possamos, tal como o sempre-em-pé voltar sempre ao nosso centro.

Vera Luz

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