OS PERIGOS DE UMA ERA ‘SEM FIOS’

OS PERIGOS DE UMA ERA ‘SEM FIOS’

QUAIS SÃO OS RISCOS PARA A SAÚDE?
A Internet sem fios (WiFi) e os telefones fixos sem fios (DECT) estão atualmente omnipresentes. Sabiam que estes aparelhos emitem continuamente radiações de micro-ondas pulsadas que podem ser nocivas para a vossa saúde? Do mesmo modo, viver na proximidade de antenas de telemóvel, TDT, rádio polícia, radar, acarretam uma exposição contínua adicional a radiações artificiais.

OS PERIGOS DAS RADIAÇÕES ARTIFICIAIS
Os meios de comunicação difundem habitualmente uma mensagem ‘oficial’ tranquilizando o público da falta de evidências tangíveis da nocividade das radiações eletromagnéticas. Nada pode estar mais longe da verdade. O público ignora que o “síndroma das micro-ondas” foi reconhecido há várias décadas em exposições profissionais particulares, como trabalhadores de radar, de eletrónica e de certas indústrias. Cada vez mais estudos independentes mostram a existência de riscos reais para a saúde.
Um consórcio internacional de cientistas, com o apoio da Agência Europeia do Ambiente, publicou em 2007 o relatório “Bio-Initiative”, uma meta análise de mais de 1500 estudos sobre o assunto. Este grupo concluiu que existem provas suficientes dos efeitos nocivos das radiações eletromagnéticas e apela à aplicação estrita do princípio da precaução.
Muitos outros cientistas de renome e múltiplas organizações independentes também recomendam maior prudência no uso de tecnologias sem fio.

QUAIS SÃO OS RISCOS PARA A SAÚDE?
Apesar da aparente fraca potência destas emissões, é a natureza contínua da exposição (agravada pela modulação pulsada que se faz da radiação) que pode a longo prazo – mas muito rapidamente para os mais sensíveis – favorecer a ocorrência dos seguintes problemas de saúde:
• Neurológicos: dores de cabeça, problemas de memória, de concentração, de aprendizagem, de sono, náuseas, formigamento, fadiga crónica, stress, ansiedade, depressão… (sabiam que a pulsação de algumas destas tecnologias situa-se na mesma frequência que as ondas cerebrais?)
• Imunitários: disfunção do sistema imunitário, enfraquecendo as defesas naturais, predispondo às infeções…
• Respiratórios: alergias…
• Hormonais: redução da produção de melatonina e cortisol, perturbação na produção de neurotransmissores, aumento da prolactina…
• Cardiovasculares: palpitações, arritmias, tensão, hemorragias…
• Auditivos: zumbidos, estalidos, pressão nos tímpanos…
• Oculares: dor nos olhos, pressão, diminuição da visão, catarata, mácula precoce…
• Cutâneos: vermelhidão, inflamação, dor crónica, sensação de ardor interno…
• Digestivos: perturbação na digestão, agravamento das intolerâncias alimentares…

E RISCOS A LONGO PRAZO?
• Aumento do risco de doenças neurológicas e degenerativas, como Alzheimer (pelo enfraquecimento da barreira sangue/cérebro, facilitando a penetração de metais pesados no cérebro);
• Potencial de dano genético (ADN);
• Aumento do risco de cancro.
Para muitos cientistas, a exposição cumulativa das crianças desde tenra idade é uma experiência a larga escala e de grande irresponsabilidade. Pela duração da exposição (desde tenra idade), pela sua omnipresença e, pelo número de pessoas expostas, é razão para temermos consequências mais graves do que as do tabaco, das quais sabemos quantas décadas levou para que lhe fosse dada a devida importância.

EXISTEM NORMAS DE SEGURANÇA PARA A RADIAÇÃO DE MICROONDAS?
Portugal segue a intensidade máxima admissível em vigor na União Europeia. Mas esses valores só protegem do efeito térmico (aquecimento) da radiação artificial.
Por isso, algumas regiões como o condado de Salzburgo na Áustria, colocaram em vigor normas muito mais restritivas.
Estas recomendações, que datam da década de 1990, são obsoletas porque não lidam com o problema dos efeitos não-térmicos. Estes “efeitos biológicos” são reconhecidos por cientistas e pelo Parlamento Europeu, mas têm estado a ser minimizados pela generalidade dos poderes políticos, tentados que estão pelos impostos chorudos derivados dos lucros maciços que as indústrias de telecomunicações têm gerado.

COMO REDUZIR A EXPOSIÇÃO?
Se a vossa saúde ainda não está afectada, é agora que devem fazer uma escolha, para respeitar a saúde da família, dos amigos e dos vizinhos.
Para o Wi-Fi como para o DECT, a melhor solução é substituir por Internet com fio e por telefone fixo com fio.
Se tiver uma instalação por cabo com ‘box’ para a TV/Internet/ telefone, saiba que o WiFi é geralmente
activado por defeito, e que emite microondas 24 horas sem parar. Peça para desactivá-lo, ou desactive-o você mesmo:
1) Ligar o computador por cabo LAN ao modem,
2) Entrar no navegador Internet, 3) digitar um código numérico fornecido pelo seu operador seguido da palavra-passe.
Atenção: os novos modems (como o Zon-Hub), vêm preparados para emitir uma segunda rede sem fios de uso ‘público’ para disponibilizar universalmente o sinal a outros clientes que estejam de visita ao vosso bairro.
Para desactivar totalmente é necessário um segundo procedimento.
Se a instalação do cabo de rede é muito complicada, uma alternativa seria substituir o WiFi pelo sistema
“Powerline”, um sistema que transmite sinal de Internet via rede eléctrica. Adquira apenas modelos que desligam automaticamente quando não há transmissão de dados.

SE, APESAR DOS RISCOS REAIS À SAÚDE, VOCÊ NÃO QUER ABDICAR DO ‘WIRELESS’
• Pense na sua família e nos seus vizinhos que você expõe desnecessariamente.
• Mantenha-se bem longe do modem e da base do telefone sem fio.
• Ligue o seu ‘modem’ ou ‘box’ somente quando realmente precisa. Desligue sempre à noite (por exemplo, através de um relógio programador).
• Lembre-se que as bases dos telefones DECT de ‘1ª e 2ª geração’ emitem continuamente com potência total na ausência de chamadas e mesmo quando o auscultador está colocado na base. Substituam por um telefone ‘inteligente’ de 3ª geração, de baixa radiação e que desliga quando não há chamada (tipo
Eco DECT com Eco-Modeplus). Atenção: estas funções devem ser ativadas manualmente! Embora menos nocivos, estes dispositivos emitem microondas e não são adequados para fazer chamadas de longa duração.

PROTEGER-SE DA ‘VIZINHANÇA’
A radiação emitida por modems WiFi e telefones DECT tem alcance de cerca de 100 metros. Se você não tem antenas de telemóvel ou TDT perto, você está na mesma exposto à radiação dos aparelhos dos seus vizinhos, assim como você talvez os exponha também involuntariamente.
Você pode tentar aumentar a conscientização para reduzir a sua exposição e a deles. Eles são também vítimas da atitude ‘negacionista’ das operadoras e até de entidades oficiais. Dê-lhes este folheto, ou explique-lhes como alguns dos seus problemas de saúde melhoraram quando eliminou a radiação em sua casa.
Há tecidos com fibras metálicas para redução da penetração da radiação através das janelas (cortinas) ou até na cama (dosséis). Para bloquear as paredes e tectos existem tintas à base de grafite.
Em suma, evitar as tecnologias sem fio, é primariamente uma questão de respeito tanto da sua saúde como da dos outros.

SABIA QUE…
• Em 2011, o Conselho da Europa (47 países) aprovou a Resolução 1815 e recomendou “aumentar a conscientização sobre os riscos potenciais à saúde dos telefones sem fio tipo DECT, comunicadores de bebé e outros electrodomésticos que emitem ondas de pulso contínuo” e, “nas escolas e nas salas de aula, dar preferência às ligações à Internet com fio, e regulamentar estritamente o uso de telemóveis por crianças em idade escolar nas instalações da escola;”
• Em 2009, o Parlamento Europeu votou por uma esmagadora maioria uma resolução sublinhando as suas preocupações sobre os efeitos na saúde dos campos electromagnéticos.
• A Agência Europeia do Ambiente recomendou em 2007 para se tomarem medidas para proteger melhor o público contra as tecnologias sem fio. Em vão até hoje!
• A radiação perto de uma antena de telemóvel atinge um bilião de vezes a radiação natural do Sol. Ao contrário desta, está modulada digitalmente, pulsada em frequências semelhantes a algumas das ondas
cerebrais, e não se extingue à noite…
• Ao ligar-se à Internet sem fios, pelo ‘WiFi’ ou pela ‘banda larga móvel’, o computador irradia micro-ondas com maior potência quanto mais longe se encontrar de um ponto de conexão.
• Colocar o portátil com WiFi no colo aumenta as anomalias genéticas nos espermatozoides. A fertilidade feminina também pode ser afetada.
• Tal como as alergias, uma proporção crescente da população está a torna-se hipersensível aos campos eletromagnéticos. Para estas pessoas, as tecnologias ‘sem fios’ colocam graves problemas.

Paulo Vale
Fonte: Boletim Internacional Holístico N.º 2 – APTHI

Fonte da imagem: https://www.komando.com/downloads/2251/see-who-is-stealing-your-internet/all

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