Artigos, Desenvolvimento pessoal

Quando assumimos a responsabilidade crescemos

Cada vez mais me convenço que caminhamos no sentido de assumir a nossa responsabilidade e liberdade enquanto seres humanos completos.

 

Toda a nossa experiência humana é uma aprendizagem constante dessa liberdade. Desde que nascemos enquanto espécie, ao longo desta jornada de milhares de anos, a história, o passado… Tudo nos fala disso.
Ao tomarmos posse plena das nossas vidas deixamos de culpar o outro, o destino, o carma, os pais, a família, o azar, Deus, o governo e tudo para mais.
Ao tomarmos posse plena das nossas vidas deixamos de nos desculpar com o outro, o destino, o carma, os pais, a família, o azar, Deus, o governo, e tudo o mais…
Quando assumimos a responsabilidade crescemos. Ficamos grandes e vemos para lá do chão tal como a borboleta. Ficamos fortes e aprendemos que as quedas existem para podermos exercitar os músculos que nos erguem, tal como o bebé que conquista o direito de caminhar com as suas pernas .
E tornamos-nos livres. Livres de escolher.

E é por isso que só podemos verdadeiramente experimentar a felicidade quando assumimos a responsabilidade de sermos livres. Livres do que foi e já não é. Livres do que nunca foi. Livres do que nos fizeram. Livres do que fizemos. Livres do que absorvemos e que só nos torna infelizes. Livres das convenções que nada nos dizem mas que nos obrigamos a seguir. Livres. Ser livre implica uma auto-responsabilização total e absoluta. E só assim podemos efectivamente crescer e deixar de ser a criança que se sente abandonada, rejeitada, humilhada, traída, ou injustiçada. A criança que se sente impotente face ao que sente.

Já Jung dizia “Queremos ter certezas e não dúvidas, resultados e não experiências, mas nem mesmo percebemos que as certezas só podem surgir através das dúvidas e os resultados somente através das experiências.”

Crescer é encarar a vida com a curiosidade da criança pura, a força do adulto responsável e a sabedoria do ancião que viveu.

2017 não será diferente se tu não o fores.

Cristina Fernandes

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