Reprogramação Mental

Reprogramação Mental
“Sempre fui assim”, “É assim que eu sou”…

frases ditas tantas vezes que acreditamos piamente nelas. São frases ditas com uma carga fatalista, carimbadas quantas vezes por nós mesmos em nós mesmos. Tudo o que somos pode ser mudado. E nós somos os únicos que podemos encetar essa mudança. A reprogramação é possível, através de uma abordagem cognitiva e uma acção comportamental que requer um investimento inicial da nossa atenção no sentido da auto-observação. Desta forma conseguimos abrir novos caminhos neurológicos, criar novas respostas – mais adequadas, positivas e produtivas – que irão automatizar-se, ou seja, irão substituir as respostas automáticas que nos acompanharam grande parte da vida e as quais identificamos como nocivas face a quem somos hoje e aos nossos objectivos.

Fazendo uma analogia com um computador , os arquivos de reprogramação mental funcionam exactamente como se fossem softwares que instala NO seu computador pessoal.

Por exemplo:

Quando quer um novo software de computador instalado, seja ele um software de imagens, de som, de cálculos, de antivírus, ou qualquer outro programa,  primeiro faz o download do programa correspondente numa pasta de seu computador e em seguida clica no botão executar de seu novo programa. Em alguns minutos, o computador irá correr o arquivo que foi baixado e em seguida estará pronto para uso.

Com a reprogramação mental é quase a mesma coisa, só que neste caso o seu cérebro é o seu grande computador.

Em simultâneo, induzindo-se um estado de relaxamento do corpo e de foco de atenção (transe) faz-se uma viagem interna, acessando ou construindo imagens, descobrindo e activando recursos internos, potenciando aprendizagens passadas, ressignificando emoções e situações vividas. Vamos então reforçar registos positivos para que estes sejam a base das nossas acções e comportamentos no dia-a-dia.

O equilíbrio entre a emoção e a razão resulta de um trabalho constante e perseverante, sabendo-se que por vezes iremos reagir quase que exclusivamente emocionalmente, e por outras racionalmente. Mas a consciência de que o estamos a fazer poderá permitir-nos sempre reequilibrar e recalibrar as nossas respostas automáticas para que numa situação seguinte impere o equilíbrio. Este é um trabalho que requer leveza e gentileza. Connosco mesmos e com os outros. Quando agimos emocionalmente a razão está adormecida. Quando agimos racionalmente, perdemos toda a dimensão que premeia a situação.

Qualquer uma destas respostas, por si só e sem o seu contrapeso, desencadeiam reflexos directos no nosso organismo, no nosso corpo físico.

Muitas doenças são diagnosticadas como emocionais, seja por vivermos as emoções dramaticamente, seja por as negarmos e silenciarmos.

Mas também a cura dessas mesmas doenças é potenciada quando o paciente adopta uma postura positiva e incentiva-se mentalmente a melhorar, a ficar bem, a curar-se. E faz isso tudo pelo seu lado emocional, ainda que não o saiba.

Basta fazer uma analogia rápida e simples. Quando há uma situação que nos magoa emocionalmente, ou quando há tensão com outra pessoa, como fica o nosso corpo? Que reacções físicas sentimos? ? Cansado? Dores de cabeça? Náusea? Mal estar? Peito apertado?

São sintomas físicos daquilo que se passa no nosso corpo emocional.

Utilizar os recursos que existem dentro de nós, no nosso inconsciente, para uma reprogramação emocional positiva leva a que sejamos pessoas mais leves, mais tolerantes, mais pacientes, mais centrados e também mais gentis. Mais gentis com o nosso processo e com o processo dos outros. Porque cada um de nós tem as suas questões e batalhas internas de o outro nada sabe. Ao reposicionar-se perante as situações e momentos marcantes da sua vida – passados e presentes – irá adquirir mais foco nos seus objectivos, fazendo das situações menos positivas degraus para o seu crescimento e ignorando no dia-a-dia situações que anteriormente apenas o desgastavam, como por exemplo as filas de trânsito, ou a demora numa repartição pública. Em simultâneo, o seu corpo físico agradecerá com uma maior vitalidade que irá também contribuir para o seu bem-estar emocional.

São várias as aplicações da reprogramação mental, entre outras destacam-se:

– Descondicionamento Emocional

– Desporto

– Competições

– Apresentações públicas

​© Cristina Fernandes

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Cristina Fernandes
cristinafernandes@luanova.pt

Hipnoterapeuta, terapeuta transpessoal, formadora e palestrante, com formação superior em Comunicação e pós-graduação em Psicologia Cognitivo-Comportamental e Hipnoterapia, curso de Psicologia Junguiana pelo Núcleo Português de Estudos Junguianos.



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