Shakshuka israelita

SHAKSHUKA ISRAELITA

Andava eu a passear-me no Instagram quando o feed me fez o favor de seleccionar uma fotografia de uma bonita cataplana preta com cores garridas no interior. Dizia apenas “shakshuka”. No segundo seguinte, já eu googlava o termo, procurava receitas, consumia novas imagens.

A Internet pôs-me no Médio Oriente.
O nome é de difícil pronunciação, mas o prato é de travo intenso e assertivo.
Para os israelitas, a shakuska é sinónimo de pequeno-almoço; os mexicanos encontrariam paralelo com os seus “huevos rancheros”; já o meu estômago europeu interpreta-a como um prato vegetariano, à base de um molho espesso de tomate e pimento, muito apurado e aromático, que se justifica ao almoço ou jantar. E, por isso, [o meu estômago] aceitou-a de braços abertos e os outros que estavam sentados à mesma mesa aplaudiram como se a vida fosse uma festa e este jantar a chegada à terra prometida.

INGREDIENTES

4 colheres de sopa de azeite virgem extra
1 cebola grande, cortada em meias-luas finas
1 pimento vermelho, cortado em tiras
3 dentes de alho, em lâminas finas
1 colher de chá de paprika
1 colher de chá de sementes de coentros
Meia colher de café (rasa) de pimenta cayenne
1 lata de tomate em pedaços (cerca de 420 g)
Sal e pimenta preta moída na altura q.b.
Queijo feta a gosto
6 a 8 ovos de codorniz (ou 4 normais)
Coentros frescos picados a gosto

Pão pita para acompanhar
PREPARAÇÃO
  1. Aquecemos o azeite num tacho de diâmetro largo (idealmente, seria uma cataplana em cobre). Acrescentamos a cebola e o pimento e refogamos em lume brando por 20 minutos, até que o pimento esteja suave e amolecido.
  2. Juntamos agora o alho laminado e cozinhamos por 2 minutos. De seguida, as especiarias e envolvemos por mais 2 minutos para despertar sabores.
  3. Deitamos o tomate (todo o conteúdo da lata) e temperamos com sal e pimenta. Deixamos cozinhar por 10-15 minutos, em lume brando, sem pressa. Provamos e rectificamos temperos, se necessário.
  4. Com as pontas dos dedos, desfazemos o queijo feta e polvilhamos sobre o preparado.
  5. Por fim, e com cuidado, adicionamos os ovos de codorniz (abrem-se com a ajuda de uma faca afiada, retirando a parte superior da casca. Não se batem na bancada). Assim que a clara e a gema estiverem cozidas, está pronto.
  6. Antes de servir, polvilhamos generosamente com coentros picados (grosseiramente, como explico aqui). Para acompanhar com pão pita torrado, por favor 🙂
Notas:
1) a receita original pede cominhos em pó. Aliás, é uma especiaria muito comum e altamente apreciada no Médio Oriente. Acontece que eu odeio não gosto e, como tal, não usei. Fica ao vosso critério.
2) Podem acrescentar grão-de-bico para uma refeição (ainda) mais composta.

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Sweet Bigas
sweetbigas@luanova.pt

Ana Chaves é jornalista e autora do blogue de culinária Sweet Bigas - sweetbigas.blogspot.pt



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