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O Silêncio nos vários contextos da nossa vida

Silêncio! Tanto que se fala sobre o silêncio em vários contextos da nossa vida, sobre a sua importância nas várias relações.

Dizem que o silêncio vale mais que mil palavras, que é uma forma única de cumplicidade e de partilha. Dizem que quando se ama, mesmo não contactando, existe o silêncio como forma de demonstrar que pensamos nessa pessoa, cultivamos essa relação.

Pois bem, o Silêncio por si só não chega para demonstrar que o que sentimos, como sentimos, precisamos de palavras, de gestos, de contato.

De que vale dizer que mesmo no silêncio estou ao teu lado e penso em ti? Porque não falar e dizer isso mesmo, porque não partilhar e construir?

O silêncio é também bloqueador quando a razão quer explicar a emoção muda e surda, quando quer ouvir e falar para entender e partilhar. 

O silêncio também potencia o afastamento pela ausência dos sons, quais elos mágicos que fortalecem as relações.

O silêncio deve ser equilibrado, para que mais do que cumplicidade não crie mágoa, não edifique barreiras que nem mil palavras conseguirão derrubar.

Há momentos para o silêncio, há momentos para as palavras, há que saber identificar e sentir genuinamente quando devemos abandonar o silêncio e falar e também quando devemos nos calar e envolver na ausência de qualquer som.

Fica atento à forma como usas o silêncio, em que momentos te silencias e nos quais deves falar.

Não guardes palavras que queiras dizer, não evites expressar as tuas emoções quando o queres fazer.

Silencia o teu ser quando queres refletir, recuperar e renascer.

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