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Benefícios das terapias complementares no tratamento da dor crónica

Benefícios das terapias complementares no tratamento da dor crónica

Recentemente, foi divulgado um estudo que comprova que os portugueses que sofrem de dor crónica são obrigados a faltar, em média, um dia e meio ao trabalho.

A dor crónica provoca, de facto, um grau elevado de incapacidade. Como doente portadora de fibromialgia, cujo principal sintoma é, precisamente, a dor crónica, posso comprovar, na primeira pessoa, o quão a dor crónica nos torna vulneráveis e incapacitados de realizar determinadas tarefas, inclusive as laborais.

Os tratamentos convencionais para a dor crónica são, quase sempre, a terapia medicamentosa com analgésicos. O problema é que as doses de analgésicos têm de ser continuamente aumentadas, pois o corpo cria habituação, sendo necessárias doses cada vez maiores para que se verifique o mesmo efeito. Além disso, a maioria dos analgésicos prescritos para dor crónica são opiáceos [fármacos que têm um espectro de acção central, ou seja, bloqueiam a transmissão de estímulos dolorosos], que provocam dependência. Um vez iniciado o tratamento com este grupo de analgésicos, torna-se difícil a desabituação dos mesmos.

Felizmente, hoje em dia temos uma série de tratamentos complementares à nossa disposição, que têm um efeito positivo no alívio e controlo da dor. Uma das terapias de primeira linha no tratamento da dor crónica é o Reiki. O Reiki permite o desbloqueio energético de determinados pontos dolorosos, bem como o seu reequilíbrio. Desta forma, consegue-se uma harmonia energética que provoca o alívio da dor. A nível emocional, também há repercussões mais do que positivas, como a diminuição do stress e o equilíbrio emocional, factores fundamentais para o controlo da dor.

A Terapia Sacro-Craniana é outra ferramenta bastante útil no tratamento da dor crónica. Através do toque aplicado em determinadas zonas específicas do corpo, é facilitada a libertação de tensões e restrições causadoras de dor. Ao equilibrar o sistema sacro-craniano, é possível reduzir a dor e melhor controlá-la.

Há também outras terapias com efeitos igualmente positivos no que diz respeito ao tratamento da dor crónica, tais como a acupunctura e a reflexologia. No meu caso concreto [dor crónica provocada pela fibromialgia], as terapias que surtem um efeito mais eficaz são a terapia de Reiki e a terapia sacro-craniana. Desde que iniciei os meus tratamentos que me sinto melhor. Sinto um alívio substancial da dor após o tratamento e uma maior capacidade de controlo da mesma.

Viver com dor crónica é um desafio diário. É uma luta constante entre a mente que quer e o corpo que não corresponde. Há dias em que me arrasto. Há dias em que o simples tomar banho o pentear o cabelo são tarefas hercúleas. Há dias em que choro, desesperadamente, pois não sei onde vou arranjar forças para ir trabalhar. Há noites em que a minha cama se transforma num aparelho de tortura medieval e, então, faço maratonas pela casa à espera que o dia amanheça. Mas, apesar de todas estes desafios, não desisto. Resisto. Sou resiliente. Sou teimosa e faço frente à dor. Ela é forte, mas eu sou mais. E sou capaz. E acredito sempre que conseguirei fazer aquilo a que me proponho. Se não for a correr, é a andar. E se não for a andar, é a dar passinhos pequeninos. O importante é não desistir, é não nos culparmos, é aceitarmo-nos assim. E fazer o nosso melhor, de acordo com a nossa condição.

A todas as pessoas que padecem de dor crónica, é esta a minha mensagem: não desistam. Há alternativas de tratamento. E há uma força indomável em cada um de vocês. Pois só uma pessoa muito forte consegue viver com dores vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Acredita que és mais forte do que essa dor. Acredita que és capaz de lutar contra ela… e vencer.

Fonte imagem: http://psychologyconsultants.com.au

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