Artigos, Desenvolvimento pessoal

A vida que quero e ser aquilo em que me quero tornar!

Porque por vezes é preciso parar!
E eu…vou parar até querer e poder avançar!

“É tempo de parar a correria do próprio tempo, de evitar as maratonas emocionais que me têm causado tanto cansaço físico e mental, pois a razão fez a sua escolha sem perguntar a opinião do coração, iniciando-se um tumulto sem igual, que me conduziu a um intenso estado mental e emocional!

É tempo de parar e talvez encerrar certos ciclos viciosos que se vão movimentando sem eu pedir, mas com o seu próprio ritmo e eu, sou empurrado ou empurro-me para esse ciclo que me cansa, que me transtorna e que por vezes, cria teias de ilusão, sem qualquer alicerce válido, apenas alicerçado em emoções que se juntam e em conjunto tecem esta teia onde sou presa e predador.

É tempo de parar para iniciar um novo plano terapêutico com o qual me comprometi, um árduo processo de cura, onde o tempo que dedico a mim mesmo será o mais vital para a minha cura, para poder arrumar a casa, priorizar objetivos e metas, estabelecer os meus focos e a minha concentração e por isso tanto irá mudar, porque quero que mude, porque preciso abraçar essa mudança!

Por ser tempo de parar, a minha disponibilidade social será mais diminuta, não porque me estou a fechar no meu querido casulo, mas porque preciso reencontrar o meu centro, enraizar o meu ser, curar verdadeiramente as feridas, viver com tempo e consciência os meus lutos e desapegos. Por isso, as palavras poderão vir a ser escassas, não porque vá deixar de sentir (pelo contrário!), mas porque preciso de escrever para mim, aplicar mais uma vez (como faço diariamente!) a minha terapis em mim, para me curar, conhecer e compreender!

Por isso mesmo, mesmo que incompreendidos, os meus silêncios serão mais extensos, por vezes mais perturbadores, mas não por não estar bem ou estar mal, apenas por estar apenas a Escutar o meu corpo, o meu ser, a minha alma, de modo a poder viver em pleno o meu processo terapêutico, que sei que vai doer imenso em vários níveis, mas que é tão vital para mim, para morrer e renascer!

Por ser Tempo de e para parar a minha presença nas redes sociais, sejam quais forem as suas tipologias e inclusive a minha presença e disponibilidade ao nível das telecomunicações será menor, não sendo uma ausência ou reclusão, mas apenas uma presença ausente, uma ausência presente, pois há mais além dos elos virtuais e há muitos caminhos que preciso percorrer sozinho, comigo mesmo, para reconhecer os meus passos, sentir a sua firmeza em vários tipos de solo, onde serei novamente o eterno caminhante!

Por ser Tempo de parar, acredito que algumas relações irão estremecer com este processo, por vezes sentir que é desinteresse ou que estou a ignorar, mas apenas estarei a relacionar-me comigo, com o Ricardo que se perdeu algures no tempo, que se perdeu de si mesmo e que agora, mais consciente que nunca, recomeça a caminhar e a se encontrar, mesmo que signifique uma total e profunda transformação e remodelação da minha forma de me relacionar, partilhar e entregar!

É tempo de parar para finalmente avançar e abandonar o comodismo de alguns momentos, de alguns lugares, de alguns relacionamentos, para sair da minha zona de conforto, onde tantas vezes simulo uma felicidade sem razão e onde tantas vezes simulo que sonho, sem nada fazer ou que avanço sem me mover!

É o meu Tempo, para parar de balançar no trapézio da Vida, pois já tropecei vezes demais, já me desequilibrei de tal forma que me ia destruíndo, anulando o meu sentir e o meu querer e hoje, é tempo de parar para equilibrar os pratos da balança, amenizar ou apaziguar a guerra entre as emoções e a razão, entre a mente e o coração!

É Tempo para parar, para me valorizar, olhando para cada conquista com amor, com valor e reconhecimento, pois foi tanto o que já conquistei, construí, partilhei, tornando-se a minha maior riqueza e ajudando-me a crescer e tornar-me no Homem que Hoje Sou!

É tempo de parar para responder às questões que dia-a-dia coloco e que se acumulam numa mente cansada de se questionar ou de bombardear o coração com dúvidas e ilusões, pois hoje sei que vou parar para solucionar alguns dilemas da minha vida, ao descobrir as soluções das eternas equações emocionais e encontrar por fim, as incógnitas que estiveram sempre em mim!

Por ser Tempo de parar, eu irei parar para me Escutar e sei que muito poderá mudar, sei que até poderei desiludir ou magoar, mas hoje, desculpem-me o meu egoísmo ou egocentrismo, não me posso desiludir nem continuar a magoar, pois preciso e quero parar para me curar, para me valorizar, para me Amar e para assim, Viver a vida que quero viver e ser tudo aquilo em que me quero tornar!”

Ricardo Fonseca, 2016

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