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És um bom ouvinte?

Eu emito, e tu recebes a minha mensagem.
Simples?

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O esquema de comunicação proposto por Umberto Eco pressupõe que há um emissor que emite uma mensagem, transmitida através de um canal de comunicação, a um recetor.

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Mas… na maioria das vezes, a mensagem inicial não é apreendida na sua essência original.
Porquê que é tão difícil transmitir as nossas ideias?

Durante o processo da transmissão da mensagem há alteração do conteúdo informativo, devido ao ruído, à interpretação, entoação, expressão corporal, etc… Todos os fatores podem condicionar o modelo de comunicação, e por conseguinte danificar o conteúdo da mensagem original.

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Mas afinal, o que é preciso para ser um bom ouvinte?

Qual o discurso?
Quais as palavras a adotar?
Quais os compassos de pausa?
Quando intervir?
O que dizer?

Calma!
Tudo vai depender do contexto:
das pessoas, do assunto da conversa, e do feedback.

A palavra-chave é intuição. E muito importante, deixa fluir.

Ouvir não se trata apenas de escutar o que o outro tem para dizer, ou de lhe dizer qual o caminho, mas ajudar o outro a descobrir o caminho (por ele próprio)!
Ou seja, implica algo mais, implica orientar o outro.
Acima de tudo, estar para o outro.

Não esquecer que o ser humano precisa de se expressar para se libertar.

Ora… entre outras maneiras, o discurso é uma delas!

Na verdade, quando as pessoas começam a falar é porque precisam de se ouvir a elas próprias.
É porque querem arrumar algum conflito interior mal resolvido.
O rumo da conversa vai depender da pessoa que se quer libertar, é ela quem vai conduzir a história que quer contar.
O papel do ouvinte é deixar o outro confortável, não reprimir os pensamentos, permitindo envolver o interlocutor.
E se tiver alguma ideia de resolução, é bem-vinda.

Lembrem-se: Não há regras, há a razão e a emoção.
O vosso ouvinte o que respondia?
Logo, tomamos café?

-Márcia!?
-Rita!! Há tanto tempo.. tudo bem?
-Mesmoo! Tudo! Haja saúde, não é!? E tu, como estás?
-Nada de especial. 
-E o João, tá bom?
-Hmm.. nem sei… Não sei se sabes, já não estou com  ele…
-Não? … O que aconteceu?
-Pois… incompatibilidades de feitios.. Acho eu!
-Mas… tu estás bem? Foi uma decisão conjunta?
-Nem por isso, na verdade fui eu que tomei a iniciativa. 
-A sério? O que te fez decidir?
-Hm… Logo, queres tomar café?

O vosso ouvinte o que respondia?
Logo, tomamos café?

A equipa
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